Éder Militão, ex-FC Porto e central internacional brasileiro do Real Madrid
Éder Militão, ex-FC Porto e central internacional brasileiro do Real Madrid - Foto: IMAGO

Ex-FC Porto aponta o dedo a Xabi Alonso pelo calvário de lesões

Éder Militão teve mais uma época frustrante e viu o sonho do Mundial ser negado por nova operação. Central culpa o ex-treinador e será um problema para Mourinho resolver

Éder Militão terminou a temporada há um mês, naquela que foi a sua terceira época consecutiva para esquecer no Real Madrid. O central brasileiro tem sido atormentado por lesões, que limitaram a sua participação a apenas 52 dos 179 jogos disputados pela equipa, um registo alarmante de 29% de utilização que penalizou tanto o jogador como o clube. Depois de duas graves lesões no joelho que comprometeram as épocas 2023/24 e 2024/25, a campanha atual foi arruinada por dois sérios problemas musculares.

Na procura de respostas para o seu infortúnio, Militão questiona a gestão do seu regresso à competição no início da temporada, apontando-a como a possível causa das suas mais recentes lesões. Segundo a Marca, o jogador acredita que a forma como foi reintegrado por Xabi Alonso, após quase dois anos com pouca competição, esteve na origem dos problemas, sendo que o último o forçou a uma cirurgia e a dizer adeus ao sonho de disputar o Mundial 2026.

O defesa-central considera que foi sobrecarregado com um número excessivo de jogos e minutos, especialmente tendo em conta a sua longa ausência e uma pré-época que considera ter sido insuficiente. Militão era quem mais precisava de ritmo, mas foi imediatamente lançado na competição, tendo participado em 16 dos primeiros 20 jogos do Real Madrid até à primeira lesão grave, a 7 de dezembro. O jogador descansou apenas em quatro partidas, duas das quais por pequenos problemas físicos.

Militão está convicto de que este calendário exigente acabou por ter consequências. Após a primeira lesão muscular grave e uma paragem de 118 dias, um novo revés em abril afastou-o em definitivo da restante temporada e do Mundial. Embora não procure culpados, o jogador não escondeu o seu descontentamento com o plano de reintegração, que agora coloca em causa.

A situação do brasileiro tornou-se um problema significativo para o Real Madrid, que não só perdeu o pilar da sua defesa, como viu a sua planificação desportiva ser desfeita. A gravidade da última lesão obrigou o clube a repensar o futuro a curto prazo para o eixo defensivo, um setor que volta a estar fragilizado.

O cirurgião que operou Militão, Lasse Lempainen, confirmou à Marca o longo período de recuperação. «Em termos gerais, quando um futebolista de alto nível sofre uma lesão grave nos isquiotibiais, demora entre quatro e seis meses a poder voltar a competir ao máximo nível», explicou.

Este tempo de paragem irá condicionar o início da próxima época do central e força o Real Madrid a agir com cautela. O clube, que já enfrentou dificuldades no centro da defesa nas últimas temporadas sob o comando de Ancelotti, Xabi Alonso e Arbeloa, vê no mercado de verão uma oportunidade para evitar futuras dores de cabeça. Mais um problema para José Mourinho resolver.

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