A festa dos jogadores do Aston Villa - Foto: IMAGO

Emery Cup: Aston Villa vence o Friburgo e conquista a Liga Europa (crónica)

Confirmou-se o favoritismo dos ingleses, muito superiores aos alemães. Espanhol é dono e senhor desta prova

O Aston Villa venceu o Friburgo por 3-0, esta noite, no Besiktas Park, em Istambul, e conquistou a Liga Europa, regressando aos títulos continentais 44 anos depois da conquista da Taça dos Campeões Europeus, em 1982. Foi também a quinta vez que o seu treinador, Unai Emery, venceu a competição, por três clubes (Sevilha, Villarreal e agora pelos villans). Não é exagero chamar-lhe Emery Cup, o espanhol é destacadamente o técnico que manda na segunda competição de clubes da UEFA.

Foi um triunfo justo e bem conseguido. O Friburgo só muito a espaços tentou equilibrar a partida, mas a diferença de valor entre os jogadores de ambas as equipas foi-se notando com o passar do tempo e no final da primeira parte chegaram os golos, com selo de Austin MacPhee, o adjunto de Emery nas bolas paradas – e também de Roberto Martínez na Seleção Nacional.

No primeiro, aos 41’, nasceu de um canto em que a bola é passada para trás, Buendía simula que vai meter na pequena área, mas Tielemans, furtivo, desloca-se do centro para a meia direita, no espaço vazio, para onde o argentino coloca a bola aérea – o resto foi pura qualidade do belga, chutando de primeira, sem deixar cair a bola. Golaço.

As estruturas do Friburgo abanaram, o Villa sentiu o cheiro a sangue e qual predador tentou matar a presa ainda antes do intervalo. E foi novamente de canto que chegou aos 2-0 (45+3’), mas com nova variante e do lado contrário: troca de bolas e eis que Buendía tem espaço à entrada da área para o um contra um – o argentino toca para dentro e remata em arco de pé esquerdo. Novo momento para emoldurar.

A segunda parte trouxe mais do mesmo. Os germânicos, que eliminaram o SC Braga nas meias-finais, deram sinais de quererem a recuperação, mas Dibu Martínez teve sempre uma defesa segura à sua frente e um meio-campo reforçado com Lindelof – bom jogo do sueco, sem complicar e dando liberdade a Tielemans para criar, o melhor jogador em campo, um farol a iluminar a equipa mas também, como se vira no primeiro tempo, a concretizar.

Já de braços caídos, o Friburgo pouco pôde fazer a seguir: sofreu o 0-3 aos 58’ após bom trabalho de Buendía na esquerda e desvio ao primeiro poste de Rogers, antecipando-se ao guarda-redes Atubolu. Só não houve mais golos porque o guardião dos alemães mostrou o motivo de ser um dos melhores de uma equipa que surpreendeu a Europa – mas não ao ponto de superar um adversário que se assumia como favorito ainda antes do primeiro pontapé de saída desta competição.

Agradece o Sporting, que com esta vitória do Aston Villa pode entrar diretamente na Champions (sem passar pelas duas pré-eliminatórias), desde que a formação de Unai Emery termine a Premier League nos quatro primeiros – ocupa precisamente o quarto lugar a uma jornada do fim da competição que tem finalistas em todas as provas da UEFA – o Arsenal na Champions e o Crystal Palace na Conference.

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