Espanhóis relatam o caos que se viveu no jogo do Real Madrid em Almaty
O Kairat Almaty está a disputar pela primeira vez a fase de grupos da UEFA Champions League e depois do primeiro jogo em Alvalade, diante do Sporting, estreou-se a jogar em casa logo frente ao Real Madrid.
O dia foi de festa para o segundo clube do Cazaquistão a disputar a Liga dos Campeões, depois do Astana, mas nos bastidores do duelo frente aos merengues as coisas não foram fáceis, muito longe disso.
Segundo a imprensa espanhola, o nível de organização do evento foi complicado, caótico e convidativo a que algum acidente pudesse ter acontecido. Não aconteceu, felizmente.
«O Estádio Central, com os seus 23.804 lugares oficias, não conseguiu conter a avalanche de paixão. Os bilhetes esgotaram em questão de horas, ao passo que mais de 150 mil pré-inscrições ficaram sem resposta. Quando a bola começou a rolar, as bancadas ofereceram uma imagem eloquente: corredores e escadas cheios, milhares de adeptos de pé, uma atmosfera tão eletrizante quanto perigosa. No entanto, a crónica de uma morte anunciada foi conhecida dias antes de a bola começar a rolar», escreve o jornal Marca, que cita um comentário feito antes do apito inicial: «O clube não está preparado para este jogo, estão sobrecarregados.»
Escreve a publicação que era evidente que o estádio estava sobrelotado – «O curioso é que quando o ecrã gigante do estádio anunciou o número total de adeptos que assistiram ao jogo... o número não indicava casa cheia. De dentro, o número parecia ridículo» – e que, por isso, as dificuldades para aceder à bancada de imprensa foram enormes.
«As credenciais foram falsificadas e, quando demos por nós, já era tarde demais», confessaram à Marca. Daí o caos absoluto que a imprensa teve de suportar apenas para chegar aos seus lugares e trabalhar. Com o acesso bloqueado... passar pela segurança foi uma aventura que demorou horas a ultrapassar, algo nunca antes visto numa partida da Liga dos Campeões.»
«Houve momentos de grande tensão antes da partida, e muitas lágrimas foram derramadas. A mais marcante foi a de uma funcionária do clube que, após dois dias de caos e trabalho ininterrupto, finalmente caiu em lágrimas assim que a bola começou a rolar. A sua reação final resume na perfeição o que se viveu durante os dois dias em que os blancos estiveram no Cazaquistão», nota ainda a reportagem da Marca.
Certo é que não houve qualquer incidente e as gentes de Almaty puderam experiencar o que é receber um jogo da maior prova europeia de clubes, mesmo que o resultado tenha sido desfavorável, bastante desfarovável até: derrota por 5-0.
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