Enric Mas coloca a mão na cabeça ao cortar a meta, nem acredita no que está prestes a concretizar       Fotografia Imago
Enric Mas coloca a mão na cabeça ao cortar a meta, nem acredita no que está prestes a concretizar Fotografia Imago

Enric Mas: «É a primeira vez que me sinto assim. Inacreditável!»

Corredor da Movistar encantado com a virtual conquista da Volta a Espanha a uma etapa do fim. Não se casou de agradecer aos companheiros da formação que o ajudaram diariamente. Mikel Landa agradece à equipa e a quem o apoio após dois anos de m****, e que se lembrou dos filhos: «Não podia ir para casa a render-me»

Enric Mas consolidou a liderança na 81.º Volta a Espanha na 20.ª e penúltima etapa de 187 km entre La Calahorra e Collado del Alguacil, não só mantendo a camisola vermelha como também aumentando a vantagem sobre os adversários diretos. O ciclista da Movistar partira com uma margem de 1.37m, está agora com 2.15m face ao esloveno Primoz Roglic (Red Bull) e 2.55 sobre Felix Gall (Decathlon). Então para o equatoriano Ricard Carapaz (EF), são abismais 6.45 minutos!

Visivelmente emocionado antes de subir ao pódio, o virtual vencedor da prova agradeceu a todos os que o apoiaram. «É a primeira vez na minha vida que me sinto assim. Inacreditável! São emoções novas para mim. Não sei o que dizer, obrigado à equipa, à minha família, aos meus amigos e aos adeptos», afirmou, revelando ainda ter-se sentido confiante desde o início da jornada, atribuindo grande parte do seu otimismo à excelente forma física e ao apoio incondicional dos colegas.

«A verdade é que, com as pernas que tínhamos, vi-me como vencedor da Vuelta desde o início da etapa. Se não houvesse nenhum infortúnio e tudo corresse como planeado, a verdade é que fui acreditando cada vez mais e descontando os quilómetros. Mais uma vez, a equipa esteve impecável. Se analisarmos todos os dias em que ganhei tempo, ou quase todos, foi graças a eles. A equipa fez um grande trabalho e eu ganhei graças à equipa», salientou Mas, que assumiu a camisola vermelha à 8.º etapa, após a desistência de Tadej Pogacar (UAE Emirates).

Quanto a vencedor da 20.º etapa, Mikel Landa, aos 36 anos quebrou um jejum de cinco épocas sem vencer, superando uma temporada marcada pelo infortúnio e que é a última em que veste a camisola da Quick-Step, antes de regressar à Euskaltel por mais duas épocas, onde planeia terminar a carreira.

Visivelmente emocionado e em lágrimas antes de subir ao pódio, Landa partilhou o significado especial deste momento. «Não estava à espera, mas sonhava com isto. Hoje era a última oportunidade e não queria deixar nada por fazer. Lembrei-me dos meus filhos», disse, com a voz embargada. «Não podia ir para casa assim, a render-me. Se um dia virem isto e perceberem, gostaria que soubessem que nunca nos podemos render».

O ciclista de Murgía explicou ainda que a emoção se devia aos últimos tempos difíceis que atravessou. «Tenho tido um ano de merda, dois anos. Sofri muito e hoje tudo faz sentido. A equipa também confiou em mim, apoiou-me durante toda a Vuelta, cuidou de mim e deu-me carinho, por isto é para eles», sublinhou, dedicando também o triunfo «a todas as pessoas que me apoiaram nestes dias». «Sinto-me em dívida para com eles e hoje ganharam todos. Os adeptos gostam de todos os ciclistas, mas eu vivo-o na primeira pessoa e a verdade é que é incrível».

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