Filipe Coelho ficou triste com o resultado diante do FC Porto, mas elogiou comportamento da equipa do Casa Pia
Filipe Coelho ficou triste com o resultado diante do FC Porto, mas elogiou comportamento da equipa do Casa Pia

Filipe Coelho: «Resultado não é o espelho do que realmente se passou»

Treinador do Casa Pia lamenta derrota por números tão pesados e fala nos remates que os gansos conseguiram enquadrar. Poderio do FC Porto fez-se sentir em momentos de erros defensivos e esse aspeto tem de ser melhorado, assume. Confiança no processo e num futuro risonho

O Casa Pia ainda esteve em vantagem, mas acabou por sucumbir ao poderio do FC Porto e terminou o jogo com um resultado pesado: 1-4.

No final da partida, relativa à 6.ª jornada da Liga e realizada ao final da tarde deste sábado, no Estádio Municipal de Rio Maior, Filipe Coelho assumiu que os números foram largos para o que se passou durante o jogo, mas o treinador dos gansos salientou que gostou da resposta dada pela sua equipa a mais um teste de enorme exigência.

«Triste com o resultado, obviamente, mas muito satisfeito com a imagem dada pela equipa. Sabíamos do ímpeto do FC Porto, procurámos num bloco mais baixo travar as boas investidas do FC Porto e estivemos sempre muito bem. Claro que a qualidade coletiva e individual do FC Porto fez com que as oportunidades surgissem. Os números que contam são os golos, mas nós fizemos cinco remates à baliza e o FC Porto quatro. Temos 15 remates no total e o FC Porto 17. Houve algum equilíbrio nos números, pelo que o desequilíbrio do resultado deixa-nos tristes porque não é o espelho do que realmente se passou. No momento em que estamos, penso que merecíamos algo mais», começou por dizer, em conferência de Imprensa.

O líder do balneário dos casapianos falou sobre alguns erros defensivos da sua equipa e fez questão de dizer que já tinha enviado a mensagem para o grupo, logo após o apito final: «Temos de ser mais maduros e no momento defensivo, que é muito importante, temos de ser mais vivos. Foi já um recado que deixei no balneário depois do jogo, temos de crescer nesse momento e seremos mais agressivos. As equipas têm de chegar à nossa área e sentir que nós vamos incomodar mais nos duelos. Parece fácil chegarem ao golo e o FC Porto acabou por virar o resultado em duas bolas paradas.»

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Na jornada anterior o Casa Pia tinha conquistado o primeiro ponto no campeonato, com o nulo que conseguiu em Guimarães, diante do Vitória, e esta tarde apontou o primeiro golo na prova, ainda que insuficiente para continuar a somar. Filipe Coelho fala em etapas e olha para a frente com confiança.

«Olhando para os dois últimos jogos que fizemos, com o Moreirense e com o Vitória de Guimarães, acho que o clique final estará mais perto. É algo que vai acabar por aparecer naturalmente. Chegámos ao primeiro ponto a semana passada, ao primeiro golo hoje, e é continuar a crença no processo e naquilo que fazemos todos os dias. Crescer na bola parada é um dos elementos desse crescimento», anotou.

O autor desse golo foi Henrique Araújo e Filipe Coelho também respondeu a uma pergunta concreta sobre o camisola 9: «A decisão da sua titularidade prende-se com a nossa abordagem estratégica para o jogo e também com o momento dos jogadores. Há qualidade entre todos e, como tal, não é tirar o mérito a quem saiu da titularidade, é dar mérito ao Henrique porque mereceu. Achámos que num bloco baixo nos daria maior controlo das nossas transições ofensivas e teve um impacto muito grande no jogo, juntamente com o João Rego, no corredor central, onde o transporte do jogo nos deu essa capacidade de chegada. O Henrique foi fundamental nesse aspeto, mas as escolhas são feitas em função do trabalho semanal deles. Estou satisfeito com os pontas de lança que temos, desta vez coube ao Henrique ter impacto no jogo, quem sabe se para a semana não será outro.»

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