Enric Mas, o líder da Vuelta: «Oxalá amanhã seja o dia mais importante da minha carreira»
Eddie Dunbar (Pinarello Q36.5) viveu um dia de sexta-feira de emoções contraditórias, que culminou com um desfecho positivo e vitória na 19.ª etapa da 81.ª Vuelta, em Peñas Blancas, graças ao apoio da equipa. O ciclista irlandês, de 30 anos, que já ganhara duas tiradas da prova em 2024, admitiu que as sensações iniciais não eram as melhores, chegando mesmo a duvidar do seu rendimento.
«Sinceramente, não estava à espera disto hoje. Até disse no rádio da equipa, passados 50 ou 60 quilómetros, que não me sentia bem e que não ia ser o meu dia», confessou Dunbar. No entanto, o rumo da corrida mudou: «Acabei por entrar na fuga e as pernas começaram a responder», foi contando de sorriso rasgado.
O ciclista fez questão de destacar o papel fundamental dos colegas da Pinarello Q36.5. «Senti-me muito mais confortável na fuga com os meus dois colegas de equipa. Eles estiveram fantásticos», elogiou.
Recorde-se que a temporada de Dunbar foi marcada por um grave percalço. «Estive três meses sem andar de bicicleta esta época devido a um acidente grave», explicou, referindo-se a uma colisão com uma scooter enquanto passeava de bicicleta no Mónaco.
A sua presença foi assim, por si só, uma surpresa. «Nem sequer esperava estar aqui na Vuelta, quanto mais lutar por vitórias em etapas», concluiu o ciclista, que acabou por superar as expectativas e alcançar o sucesso.
Quanto ao camisola vermelha Enric Mas (Movistar), que chegou em 16.º na etapa ao lado dos seus mais diretos perseguidores e respondeu sempre às tentativas de fuga, sobretudo de Primoz Roglic (Red Bull), sobre quem tem vantagem de 1.37m, está cada vez mais perto da glória quando restam duas etapas. A de amanhã conta com um percurso de montanha e 187 km entre La Calahorra e Collado del Alguacil.
«Oxalá amanhã seja o dia mais importante da minha carreira». desabafa antes de comentar a etapa que terminara. «Sinceramente, correu bem. Foi uma grande batalha. Tivemos sempre alguém comigo, por isso creio que tínhamos tudo sob controlo», afirmou, ainda que reconhecendo algumas tentativas de ataque de outros ciclistas. «O Sepp [Kuss] e o Richie [Carapaz] tinham muita vontade de atacar — mais pela etapa, creio eu —, mas estão algo próximos na geral, por isso tivemos de os controlar. Penso que a equipa fez um trabalho magnífico. Faltam dois dias», reforçou.
Olhando para o que resta, o líder sublinhou a necessidade de manter o foco. «Falta uma jornada dura. Creio que é uma das mais duras da Vuelta, por isso temos de manter a concentração, tal como fizemos durante estas três semanas», concluiu.
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