Fez um póquer na Taça e a seguir vem o Futebol Benfica: «Vamos chegar longe»
Com apenas uma eliminatória da Taça de Portugal disputada, Valdu Té, avançado de 29 anos do Alcochetense, já é uma das figuras, depois de ter completado um póquer na goleada (8-0) diante do Fayal SC. Em conversa com A BOLA, o atacante destacou o trabalho do coletivo.
«Felizmente, consegui fazer quatro golos. A equipa estava motivada», começou por referir, lembrando que o Fayal SC compete num escalão inferior – AF Horta, que é o organismo que tutela as competições, clubes e atletas de futebol e futsal nas ilhas Faial, Pico, Flores e Corvo, nos Açores –, relativamente ao Alcochetense (Campeonato de Portugal).
«Os jogadores entraram com determinação, confiança e foco como se fosse um jogo para o Campeonato de Portugal. Fiz quatro golos, mas é trabalho da equipa técnica e de todos os jogadores. Consegui ser feliz», assumiu Valdu Té, que se dá muito bem com a Taça de Portugal. O avançado luso-guineense soma 12 golos na prova rainha do futebol português ao serviço de Sintrense, Amora, Arouca, Vitória de Setúbal e agora Alcochetense.
«Tento entrar em todos os jogos com a mesma ambição e determinação. Às vezes, as coisas não correm bem no campeonato. Sabemos que na Taça há uma equipa que tem de ganhar, senão fica pelo caminho. Se calhar, é diferente em termos de foco, mentalidade e ambição em relação ao campeonato, que uma competição mais longa. Para mim, todos os jogos são válidos e entro com a mesma ambição. Felizmente, na Taça tem-me corrido bem e tenho tido mais oportunidades para fazer golos», comentou o futebolista, que com quatro tentos em apenas uma eliminatória, está lançado para poder figurar nos melhores marcadores da atual edição da Taça de Portugal. Em 2024/2025, a título de exemplo, os melhores marcadores – foram quatro –, acabaram com cinco golos.
Na próxima eliminatória, o Alcochetense recebe o Futebol Benfica, das distritais de Lisboa. Questionado acerca da possibilidade de aumentar o número de golos na Taça, Valdu Té garantiu que «o coletivo está acima de tudo».
«É jogo a jogo. Quero dar sempre alegrias aos adeptos do Alcochetense. Cada jogo é um jogo. Vamos ver o que vai dar, mas o importante é realçar a equipa. Continuamos com o nosso foco. Se continuarmos com esta determinação, seja na Taça como no campeonato, acho que vamos chegar longe», disse o atacante, que regressou esta temporada a Portugal.
Valdu Té iniciou 2025/26 no Sintrense, onde até jogou no Estádio do Dragão para a Taça, mas acabou a época nos búlgaros do Dobrudja Dobrich. O avançado mostrou-se «feliz» por voltar a Portugal.
«Portugal é a minha casa e volto sempre. Sinto-me feliz por ter voltado a Portugal e estar ao pé da família. É importante. Às vezes, vamos para fora e as coisas não correm muito bem, porque estás num país diferente, com pessoas diferentes. Quando volto a Portugal, sinto-me feliz e em casa. Se calhar, é por aí que sinto mais vontade de poder jogar e fazer mais golos», destacou.
A experiência de jogar na Taça de Portugal no Dragão
Na temporada passada, depois de ter afastado Vizela e Rio Ave, o Sintrense visitou o Dragão para defrontar o FC Porto. Os dragões venceram por 0-3 num jogo em que Valdu Té foi titular no lado do Sintrense.
«Sabemos que quando uma equipa de uma divisão inferior joga contra um clube de um patamar mais alto, todos os jogadores se sentem motivados. Jogámos no Estádio do Dragão, que estava cheio. É uma motivação para os jogadores, sabemos que não temos nada a perder e desfrutamos. O importante é o jogador sentir-se bem, jogar naquele estádio... Fomos para desfrutar. Sabíamos que era difícil passarmos à próxima eliminatória, mas encarámos o jogo com garra e vontade. Foi muito bom jogar no Dragão», recordou.
A estreia «especial» na Primeira Liga
Aos 29 anos, Valdu Té já sabe o que é jogar no primeiro escalão português e a estreia foi a doer, contra o FC Porto.
Depois de ser uma das revelações na Liga Revelação, Valdu Té foi aposta de Lito Vidigal, na altura treinador do Vitória de Setúbal, para a receção aos azuis e brancos, no Bonfim. O avançado foi titular – Felipe e Militão foram os centrais do FC Porto nessa partida –, e esteve em campo mais de uma hora. Até marcou a Iker Casillas, mas o lance foi anulado por mão na bola. 22 de setembro de 2018 é um dia que o luso-guineense nunca irá esquecer.
«É um jogo especial que vou levar para a vida toda. O meu jogo foi muito bom», recordou. O sonho de voltar à Primeira Liga permanece, mas o foco está no «jogo a jogo» e «época a época».
«Quero dar alegrias aos adeptos, presidente e a toda a gente, e fazer mais golos», rematou.
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