Extremo Internacional português deixou marca no campo da NBA em Istambul      Fotografia NBAE
Extremo Internacional português deixou marca no campo da NBA em Istambul Fotografia NBAE

Miguel Sousa: «O sonho é jogar com o Neemias na NBA... ou contra ele»

Único português que participou no Basketball Without Borders que este ano se realizou em Istambul, o extremo que alinha nos escalões de formação do Alicante Basket contou a A BOLA como viveu a experiência entre jovens prometedoras esperanças vindas de todo o mundo, como foi estar com treinadores e jogadores da NBA e os planos que tem para ser profissional

«A experiência no Basketball Without Borders foi boa. O nível que encontrei foi muito elevado. Um nível de basquetebol bastante alto, pois nunca havia jogado com equipas como estas porque, na Seleção Nacional, estamos na Divisão B [europeia de Sub-18]. Agora tive a oportunidade de treinar e jogar com os melhores da minha idade. Foi mesmo muito bom», reforçou Miguel Ângelo Sousa, de 17 anos, a A BOLA, quando questionado sobre como havia sido a experiência de participar no Basketball Without Borders, que no passado sábado terminou em Istambul.

Exclusivo campo de treinos organizado pela NBA e FIBA — que celebrou o 25.º aniversário —, o evento decorreu durante quatro dias na Turquia e contou com 78 jovens, escolhidos a dedo e apenas por convite, com idades não superiores a 18 anos e vindos de 44 países dos cinco continentes.

Miguel Sousa com o troféu de melhor defensor do BWB Fotografia NBAE

Alguns países, como a Austrália (5 elementos), Canadá (4) e República Checa (3), com mais do que dois jogadores, mas Miguel Sousa era o único português a ter tal oportunidade. E aproveitou-a bem. Brilhou e acabou premiado em três das sete distinções individuais e coletivas atribuídas no último dia: ganhou o campeonato de 3x3; recebeu o troféu de Melhor Defensor (Defensive MVP) do campo; e acabou eleito para a Equipa All-Star (BWB Next Up All-Stars), constituida por 10 jogadores.

Por isso, quisemos também saber se o extremo luso, de 2,03 m, que há dois anos deixou o país e o CA Queluz para integrar os espanhóis do Valência Basket nos sub-18, ficara surpreendido quando recebeu o convite para o BWB. «Nem por isso, porque fui convidado depois de ter terminado o Europeu [Divisão B Sub-18], onde penso que fiz um bom campeonato. Assim, já estava um bocado à espera de que acontecesse», diz Sousa, que na Croácia, onde Portugal terminou em 18.º lugar entre 22 seleções, registou médias de 13,4 pontos, 10 ressaltos e 0,7 assistências em 25,8m.

Miguel Sousa num dos exercícios de destreza Fotografia NBAE

Já sobre se algo o marcara ou impressionara no BWB, Miguel nem necessitou de muito tempo para pensar. «Isto está cheio de treinadores da NBA. Aprendi tanto aqui…», desabafa, tendo em conta que o técnico dos Cavaliers, Kenny Atkinson, esteve presente, assim como vários adjuntos (alguns ex-jogadores), casos de Caron Butler (Heat), Dahntay Jones (Clippers), Jannero Pargo (Pacers), Lamar Skeeter (Hornets) ou James White (Wolves), entre outros. Ou não fosse o BWB um campo de observação e prospeção de possíveis promessas para a NBA.

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Quanto a basquetebolistas no ativo, também participaram Brook Lopez (Clippers), Khris Middleton, Bub Carrington (Wizards), Dominick Barlow, Jabari Walker (76ers), Jalen Suggs (Magic), Saddiq Bey (Pelicans) ou Thomas Bryant (Cavs). «Gostei particularmente de trabalhar várias coisas com cada um deles, porque nos testavam em cada equipa», conta.

E qual é o sonho: chegar à NBA ou jogar na Europa? «O sonho é um dia entrar para a NBA, até porque até hoje só temos lá o Neemias Queta. Mas sim, a ambição é conseguir lá chegar e jogar com ele ou então contra ele», revela Miguel Sousa.

Extremo português sob o olhar atento do treinador dos Cleveland Cavaliers Kenny Atkinson Fotografia Imago

E para isso pretende ir para uma universidade americana, como fizeram o Neemias e o Rúben Prey — este último até esteve num BWB —, ou continuar a jogar na Europa? «Vou tentar ir para uma universidade, porque esse é o melhor lugar que existe para que os olheiros nos possam mesmo ver jogar e tudo mais», concluiu.

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