Vuelta: Mikel Landa chora na etapa, Enric Mas ri com a conquista
Ao 36 anos, Mikel Landa (Quick-Step) cruzou a meta (4.58,01h) em lágrimas, revivendo os seus dias de glória com uma vitória impressionante na 20.ª e penúltima etapa da 81.ª Volta a Espanha. Dos sobreviventes da bem-sucedida fuga, o norueguês Tobias Johannessen (Uno-X) chegou 47s depois, seguido do belga Ramses Debruyne (Alpecin, +1.27m) e dos espanhóis Pau Miquel (Bahrain, +3.00) e Urko Berrade (Kern Pharma, +4.12m).
O basco conquistou a tirada rainha da Vuelta 2026, com 187 km entre La Calahorra e Collado del Alguacil e três duras subidas de montanha, oferecendo, provavelmente, a primeira e única vitória nesta edição à Soudal-Quick Step, num belo presente de despedida para a formação belga.
No entanto, a grande festa, de outro espanhol, haveria de acontecer 6.54m mais tarde, com a chegada de Enric Mas (Movistar). Apesar de concluir a etapa em 14.º, tendo mesmo Felix Gall (Decathlon, +6.37m) à frente, o corredor de Maiorca sagrava-se, aos 31 anos, virtualmente vencedor da Vuelta.
Agora, apenas terá de chegar ao fim, este domingo, da meta colocada em Granada, mas com bastante mais facilidade e ajuda dos colegas de equipa para defender a camisola vermelha que enverga desde a 8.ª etapa, quando caiu o então líder absoluto Tadej Pogacar (UAE Emirates). Serão 99,4 km em terreno plano desde a partida em Granada, para a conquista da primeira grande volta da eterna promessa e o regresso de um espanhol ao topo do pódio final desde Alberto Contador em 2014. Depois de o já ter concretizado em 2008 e 2012.
Será a 33.ª vez que a Vuelta será conquistada por um espanhol, onde Roberto Heras (200, 2003, 2004, 2005) tem lugar de destaque ao repartir o recorde de quatro triunfos com o esloveno Primoz Roglic (2019, 2020, 2021, 2024).
Mas, numa jornada de enorme desgaste, Landa demonstrou ser o mais forte na subida final. Após um ataque decisivo, deixou para trás os companheiros de fuga, Ramses Debruyne e Johannessen, e seguiu isolado para a vitória. Debruyne, por sua vez, terminou num notável terceiro lugar, a minuto e meio do vencedor, conseguindo o seu segundo pódio nesta edição da Vuelta.
Na luta pela geral, Enric Mas geriu a corrida com aparente controlo, apesar de ter mostrado ligeiros sinais de fraqueza a parte final, sob a pressão de Felix Gall. O austríaco atacou nos derradeiros quilómetros, distanciando-se de Primoz Roglic (Red Bull, 15.º, +7.32m) e Richard Carapaz (EF Education, 18.º, +8.31), e conseguiu mesmo deixar Mas para trás por breves instantes. No entanto, a vantagem do camisola vermelha nunca esteve em perigo. A estratégia da Movistar funcionou na perfeição, com ciclistas como Ivan Romeo e Castrillo a ditarem o ritmo para proteger Enric Mas
Apesar do esforço de Gall, que tentava ascender ao segundo lugar da geral, a ordem do pódio deverá manter-se inalterada, com Mas (70.56.58h), Roglic (+2.15m) e Gall (2.44) a ocuparem as três primeiras posições, respetivamente. Richard Carapaz (6.54) deverá terminar em quarto.
A etapa foi também marcada pelo excelente trabalho de Wout van Aert (Visma), que ajudou o seu colega de equipa Sepp Kuss (8.º, +4.35) a posicionar-se para um provável quinto lugar na geral (+8.45). Com os resultados do dia, as classificações secundárias ficaram praticamente definidas: Wout van Aert assegurou a camisola verde, Santiago Buitrago a camisola da montanha e Oscar Onley a camisola branca da juventude, apesar de ter descido para o sexto lugar na geral (+9.28).
Em atualização
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