Mundial
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Diogo Costa defendeu tudo: com as mãos e com os pés (as notas de Portugal)
Cordoba entrou pela direita, pouco depois dos 15', rematou cruzado e o guarda-redes português desviou, com a pontinha da mão direita, a bola. Logo depois, foi Jhon Arias, de fora da área, a obrigar Diogo Costa a socar a bola. Em cima do descanso, defesas as remates de Puerta e James. Pós-intervalo, mais uma defesa a soco, de novo de Puerta. E outra, agora aos 66: tiraço de Jhon Arías, desvio a soco para canto. Não terminou por aqui a grande exibição de Diogo Costa: aos 88', foi com o pé direito, quase à andebol.
(5) João Cancelo — Luis Díaz pela frente, muito trabalho para JC. E logo ao primeiro minuto, Díaz criou muito perigo junto ao lateral português. Melhorou com o passar do tempo, sem nunca ser o desequilibrador que costuma ser. A razão era simples: Luis Díaz. Saiu ao intervalo, talvez desgastado pela luta com o 7 adversário, talvez porque Roberto Martínez pressentia perigo maior.
(7) Rúben Dias — Não teve o trabalho inicial que se poderia aguardar, porque Luis Diáz aparecia muito encostado à esquerda e Cordoba pisava, sobretudo, os terrenos de Renato Veiga. Ponto alto quando foi à linha de baliza cortar, de cabeça,o que parecia ser golo certo de Luis Suárez.
(8) Renato Veiga — Muito trabalho frente a Jhon Córdoba, pois o possante avançado descaía, sobretudo, para o seu lado. E no corpo a corpo, excluindo uma fuga de Cordoba por volta dos 15', foi dando conta do recado. Aqui e ali, em falta, mas por vezes foi preciso. Muito mais em jogo do que Rúben Dias, até na área, cortando diversas bolas complicadas. Saiu do primeiro tempo como melhor da Seleção Nacional, cortando muitas das jogadas de maior perigo da Colômbia. E recomeçou no mesmo tom, quer frente a Cordoba, quer, mais tarde, após os 60', já perante Luis Suárez. Chegou a parecer que havia dois Renatos Veigas em campo. Exibição de gala.
(6) Nuno Mendes — Tinha os dois Arias, Jhon e Santiago, pela frente na ala esquerda. Não se atemorizou e, sempre que podia, tentava arrancar com a bola para criar perigo na outra área. Mas teve dempre de estar bem atento à área de Diogo Costa, pois Arias e Jhon exploravam muito os potenciais adiantamentos de Nuno Mendes. Evitou, aos 74', que Suárez rematasse com perigo.
(5) Vitinha — É o homem que cria linhas de passe, mas não encontrou, de início, essas linhas, porque a Colômbia recuava linhas até não poder mais. Pós-intervalo, com a saída de Rúben Neves, recuou ligeiramente no terreno. Mais tarde, com a entrada de Richard Ríos, passou a vigiar muito de perto o 6 da Colômbia, mas saiu pouco depois. Não foi jogo para o grande Vitinha.
(5) Rúben Neves — A surpresa de Roberto Martínez: saiu João Neves, entrou Rúben Neves. Pensava-se que fosse para funcionar quase como médio mais recuado, mas nem sempre foi assim, pois o 21 pisou terrenos mais adiantados e era um dos primeiros, quando Portugal não tinha bola, a cair em cima dos médios colombianos. Mas foi juntinho à linha de baliza que, aos 22', evitou o golo de Jhon Arias. A caminhar para o intervalo, grande bomba a passar relativamente perto do poste direito da baliza de Vargas. Saiu ao intervalo.
(6) Bruno Fernandes — Quase a fechar a primeira parte, aproveitou um ressalto na área para rematar forte, mas à figura de Vargas. Não teve o brilho do costume.
(6) Pedro Neto— Tentou, inúmeras vezes, fazer o que melhor sabe: pegar na bola junto à linha lateral, entrar ligeiramente por zonas mais interiores e cruzar em busca de uma cabeça. Não teve sorte. Já na compensação do primeiro tempo, tentou isolar- se pela esquerda, igualmente sem sorte, pois era ele contra o mundo.
(4) Ronaldo — A idade é apenas um número? Parece que sim. Apareceu aos 24', a tentar, de muito, muito longe, de livre direto, o golo. A bola, porém, foi direitinha às mãos de Vargas. Mais tarde, pertinho do intervalo, tentou de bicicleta o que não conseguia pela chão. Aos 60', recebeu passe de Félix, isolou-se frente a Vargas, mas rematou ao lado. Menos mau: estava fora de jogo.
(6) João Félix — Talvez seja mera coincidência, mas Néstor Lorenzo, selecionador argentino da Colômbia, apostou em Santiago Arias para defesa direito. Facto: jogaram juntos no Atlético Madrid. Pouco de seu por ele até perto do descanso. Primeiro, empurrando Arias pela garganta e, pouco depois, recebendo de Nuno Mendes a bola no peito e de pé direito, perto da pequena área, rematou por cima da barra. Menos influente após o intervalo.
(5) João Neves — Ao intervalo, entrou para o lugar de Rúben Neves. Não teve o rendimento dos dois jogos anteriores, pois entrou no melhor período da Colômbia.
(6) Diogo Dalot — Entrou ao intervalo para jogar na lateral direita e entrou bem, com um cruzamento perfeito para a cabeça de Félix desviar a bola por cima da barra. A defender deu melhor conta do recado chamado Luis Díaz e a atacar ain da rematou perto do poste esquerdo de Vargas.
(4) Samu Costa — Vinte minutos em campo sem nada de exuberante e salvo pelo fora de jogo milimétrico na jogada em que Sánchez meteu a bola de tri da baliza de Portugal.
(5) Rafael Leão — Tentou furar a defesa colombiana, mas foi a defender, com um corte fantástico, que mais deu nas vistas,
(-) Matheus Nunes — Sem tempo para quase nada.