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De acidente fatal sob influência de drogas a... estar no Mundial 2026
Ahmed Fatouh está na seleção do Egito para o Mundial 2026. O lateral-esquerdo é um produto da academia do Zamalek, foi peça fundamental na equipa que venceu campeonatos consecutivos em 2021 e 2022 e lá continua até aos dias de hoje, com um valor de mercado de um milhão de euros, segundo o Transfermarkt.
A sua capacidade de cruzamento e qualidade técnica tornaram-no favorito de sucessivos selecionadores do Egito, incluindo Rui Vitória, e treinadores do Zamalek como José Peseiro, José Gomes, Jesualdo Ferreira e Jaime Pacheco, mas a sua vida mudou completamente em agosto de 2024.
Fatouh recebeu uma pena de prisão suspensa de um ano, uma multa de 20 mil EGP (cerca de 325 euros) e a cassação da licença de condução após um acidente de viação fatal que vitimou um agente da polícia de 55 anos. O atleta estava a exceder o limite de velocidade e o agente morreu no local. As análises confirmaram ainda que conduzia sob o efeito de estupefacientes.
Fatouh aceitou ainda pagar 12 milhões de EGP (praticamente 200 mil euros) à família da vítima como indemnização. Sobre os rumores de que o Zamalek teria coberto o pagamento, Fatouh esclareceu: «Paguei o valor total do meu próprio bolso. O erro foi meu», afirmou, na altura.
O caso deixou a sua carreira num limbo durante meses, encontrando-se agora a tentar reconstruir a sua reputação e forma desportiva. Para já, reconquistou o lugar no Zamalek, com o qual tem contrato até junho de 2027, e foi convocado para o Mundial, no qual espera representar o seu país da melhor forma.
Este artigo partiu do perfil de Ahmed Fatouh que A BOLA publicou no âmbito da Guardian Experts’ Network, uma rede de troca de conteúdos liderada pelo conceituado jornal inglês, e que inclui meios de comunicação social de vários países representados no torneio.