Hamza Abdelkarim, avançado egípcio de 18 anos - Foto: FC BARCELONA
Hamza Abdelkarim, avançado egípcio de 18 anos - Foto: FC BARCELONA

Surpresa no Mundial 2026: joga nos juniores do Barcelona e foi convocado

Hamza Abdelkarim foi incluído por Hossam Hassan na lista de eleitos do Egito, anunciada na quarta-feira

É, muito provavelmente, o nome mais surpreendente entre todas as convocatórias já divulgadas para o Mundial. Hamza Abdelkarim, de apenas 18 anos, foi incluído por Hossam Hassan na lista de eleitos do Egito para a prova que arranca a 11 de junho, ocupando a vaga que, por norma, pertence a Mostafa Mohamed, avançado do Nantes.

O selecionador dos faraós optou por inovar, começando já a preparar o futuro com a aposta na jovem promessa que, em fevereiro, o Al-Ahly emprestou ao Barcelona. Abdelkarim foi anunciado como reforço para a equipa B blaugrana, mas não chegou a estrear-se pela formação secundária. Em vez disso, tem-se adaptado nos juniores.

E a verdade é que vai dando nas vistas: depois de ter feito a estreia a marcar em março, no início de maio apontou um hat-trick na vitória expressiva (9-0) dos sub-19 catalães sobre o Montecarlo, no campeonato do escalão.

Alto e forte no jogo aéreo, o jovem ponta de lança é a maior promessa do futebol egípcio: em novembro do ano passado, marcou presença no Mundial sub-17, que Portugal venceu, anotando dois tentos nos quatro encontros que disputou.

A 6 de fevereiro de 2025, fez a estreia oficial pela equipa principal do Al-Ahly, então com 17 anos recém-feitos, tornando-se no jogador mais jovem de sempre a representar o clube no século XXI. Não sendo opção regular, foi integrado a tempo inteiro no plantel principal do histórico emblema do Cairo e despertou atenções na Europa: o Feyenoord, dos Países Baixos, chegou a ser dado como interessado.

Mas lá apareceu o Barcelona, que, além da cedência desde diamante em bruto, assegurou uma opção de compra de 2 milhões de euros. Resta saber se vai exercê-la ou se Hamza Abdelkarim regressa à pátria-mãe. Entretanto, vai poder realizar o sonho de disputar o Mundial e, quem sabe, causar sensação entre consagrados como Salah e Marmoush.

O Egito, recorde-se, está inserido no Grupo G da competição, com Bélgica, Nova Zelândia e Irão.

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