De Bruyne ao serviço da Bélgica frente ao Senegal
De Bruyne ao serviço da Bélgica frente ao Senegal

«Críticas? Já estou habituado, mas De Bruyne não joga sozinho»

Pai do craque belga saiu em defesa do filho e assumiu que não sabe quando o médio deixará os diabos vermelhos

Herwig De Bruyne, pai do craque belga, abordou as críticas ao desempenho do filho no Mundial 2026, analisou a campanha da Bélgica e falou sobre o futuro do médio do Nápoles na seleção, mostrando-se incerto quanto à sua continuidade.

Face às críticas que têm surgido na Bélgica sobre as exibições de Kevin De Bruyne, o seu pai, Herwig, saiu em defesa do jogador. Numa entrevista ao hbvl, Herwig desvalorizou os comentários negativos, afirmando que já se habituou a esta realidade do futebol.

«Já estou habituado depois de todos estes anos e já não me preocupo com isso. É assim que funciona no futebol. Se o Kevin faz um bom jogo numa semana, é aclamado. Se na semana seguinte joga mal, de repente é considerado demasiado velho», afirmou, acrescentando: «São instantâneos de momentos específicos. Não me preocupo e coloco esses comentários na devida perspetiva. O Kevin não joga sozinho em campo, cada um tem de fazer a sua parte.»

Herwig De Bruyne assistiu ao jogo contra o Senegal em Seattle. Analisando o percurso da Bélgica no torneio, o pai do jogador considerou que, apesar das dificuldades, a qualificação foi merecida. «Em princípio, não nos devemos queixar. Aparentemente, jogámos menos bem nos dois primeiros jogos, mas olhem para os outros grupos. Países como Espanha e Inglaterra também tiveram de lutar», comentou. Sobre o jogo com o Senegal, admitiu ter sido «muito difícil», mas que a equipa conseguiu o objetivo. «Devemos estar contentes por termos passado à fase seguinte, considerando quantos resultados surpreendentes já ocorreram neste torneio», concluiu.

Quanto ao futuro de Kevin De Bruyne nos Diabos Vermelhos, nem o próprio pai tem certezas. «Só ele pode tomar essa decisão. Dependerá, antes de mais, do seu físico e de como reagirá nos próximos anos», explicou Herwig, lembrando que o filho já sofreu duas lesões graves aos 35 anos e que o seu corpo ressente-se de 18 anos de futebol profissional.

Apesar disso, a motivação não parece ser um problema. «Enquanto o Kevin puder, continuará. Não está no seu caráter desistir. Portanto, se ele puder continuar a dar um contributo importante, continuará a ser um Diabo Vermelho. Mas se sentir que já não é o caso, então não prolongará a sua carreira internacional», declarou o pai, que não pretende influenciar a decisão do filho: «Verei o que o Kevin decidirá. Certamente não o forçarei, é uma escolha dele.»

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