João Aroso está há dois anos na Seleção da Coreia do Sul (Foto Instagram/joaoaroso.20)
João Aroso está há dois anos na Seleção da Coreia do Sul (Foto Instagram/joaoaroso.20)

Português de saída do caos da Coreia do Sul após Mundial desastroso

João Aroso já tinha decidido abandonar o cargo de adjunto aos asiáticos mas conjunto ed episódios caricatos também contribuíram para a decisão

João Aroso, de 53 anos, está de saída da seleção da Coreia do Sul, após uma participação a roçar o caos da formação asiática no Mundial, no qual não conseguiu ir além da fase de grupos.O veredicto, segundo A BOLA apurou, já tinha sido delineado pelo treinador português, até porque se encontrava em final de ciclo contratual.

Contudo, após uma série de peripécias de bastidores, tornou-se virtualmente impossível a continuidade da ligação à federação de Seul, onde exercia as funções de adjunto do selecionador principal, Hong Myung-bo.

Houve um conjunto de episódios insólitos que muito contribuíram para este desfecho. Entre outras coisas, registou-se uma fortíssima contestação dos adeptos na receção à comitiva no aeroporto, logo após a eliminação do torneio que decorreu na América do Norte. A crise escalou com a intervenção direta do presidente da República sul-coreano, Lee Jang-myung, que confessou publicamente ter ficado «perplexo» com a prestação da equipa na prova. O cenário de rutura total culminou na fuga caricata de Hong Myung-bo, que viajou disfarçado rumo aos Estados Unidos para escapar à pressão mediática e popular.

O antigo braço-direito de Fernando Santos e Paulo Bento permanece ainda em solo asiático para agilizar os últimos trâmites burocráticos e logísticos da sua desvinculação, mas a sua determinação em abandonar o projeto é irreversível. O técnico estuda já algumas abordagens para o futuro.Inserida no Grupo A da fase final, juntamente com o coanfitrião México, a África do Sul e a Chéquia, a seleção sul-coreana até começou bem, ao vencer os europeus por 2-1. Todavia, os desaires subsequentes por 1-0 frente a mexicanos e sul-africanos ditaram o adeus prematuro, falhando o acesso aos 1/16 avos de final e mergulhando o futebol do país numa profunda crise federativa.

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