Ricardo Vasconcelos quer Benfica com «basquete alegre e dinâmico»
«Sou um apaixonado pelo basquetebol… Gosto de pôr as minhas equipas a jogar com um modelo bastante agressivo do ponto de vista defensivo. Equipas que possam correr em contra-ataque e praticar um basquetebol o mais alegre e dinâmico possível», contou Ricardo Vasconcelos na primeira entrevista à BTV depois de ter assinado contrato com as águias até 2028/29 para comandar as tricampeãs nacionais.
«Essa é a grande aposta e é isso que vamos tentar trazer para o Benfica. Obviamente, contamos com grandes jogadoras e com um plantel que, de certeza, vai corresponder às exigências das várias competições em que estaremos inseridos. Acredito que vamos conseguir implementar um jogo dinâmico, rápido e interessante, que cative também os benfiquistas e que nos possa trazer momentos de glória», completou o técnico, de 49 anos.
Uma missão que o até agora selecionador nacional feminino — que conduziu a equipa das quinas à inédita presença no EuroBasket 2025 — sabe que será de grande responsabilidade, não apenas pelo clube em que se encontra e pelo patamar de exigência que este habitualmente coloca, mas também porque sucede a Eugénio Rodrigues, que levou o conjunto da Luz à conquista de cinco Ligas Betclic em seis temporadas, quatro Taças de Portugal, três Supertaças e três Taças Federação.
Com pelo menos sete jogadoras que mantiveram o título na Luz a terem deixado a equipa — são os casos da extremo angolana Artémis Afonso, a poste brasileira Letícia Soares, a extremo brasileira Emanuely de Oliveira, a poste polaca Zuzanna Puc, as extremos lusas Fatumata Baldé e Sara Rodrigues, assim como da capitã Marcy Gonçalves —, Vasconcelos não se assusta com a remodelação a que está obrigado, pois diz conhecer várias basquetebolistas que se mantêm no plantel e, pelos vistos, outras que deverão ser contratadas.
«Há várias jogadoras com quem já trabalhei. Era importante procurar um perfil de atletas que conhecêssemos, cuja qualidade e profissionalismo já soubéssemos reconhecer. Essa foi uma das prioridades: procurar jogadoras com quem já tivéssemos trabalhado e que pudessem facilitar todo o processo de integração numa casa como o Benfica. Sim, isso acontece com várias atletas e vamos continuar a procurar jogadoras com esse perfil, porque acreditamos que pode ser uma mais-valia», explicou Ricardo que, enquanto foi selecionador nacional nos últimos anos, entre 2022/23 e 2024/25 acumulou o cargo com o de treinador das espanholas do Zamarat, da cidade de Zamora.
Mas, além do comando técnico da formação que competirá na Liga, Vasconcelos terá igualmente um papel ativo no desenvolvimento da formação do clube. A sua missão incluirá a colaboração com a coordenação técnica para potenciar jovens atletas e apoiar os treinadores dos escalões inferiores. «Na realidade, quando a Direção me propôs abraçar este projeto, falou-me claramente da necessidade de, além daquilo que já estava a ser feito, fazer um pouco mais. A primeira ideia passa pela vertente europeia, tentando dar mais um passo nas competições europeias e melhorar a nossa prestação. A segunda, e muito importante, passa por trabalhar em conjunto com a coordenação técnica da formação».
«Uma das minhas funções será precisamente essa: trabalhar em conjunto com a coordenação para desenvolver melhores atletas e ajudar os nossos treinadores na formação. É um trabalho que já fiz no passado, de que gosto muito e para o qual estarei disponível a 200 por cento. Quero trabalhar com la formação do Benfica e com os treinadores dos nossos jovens», salientou quem diz ter chegado ao Benfica a sentir «orgulho e responsabilidade», mas acima de tudo, «muita ilusão e muita vontade de começar a trabalhar».