Bruno Henrique fez um dos golos do Flamengo no particular com o River Plate - Foto: Flamengo
Bruno Henrique fez um dos golos do Flamengo no particular com o River Plate - Foto: Flamengo

Flamengo denuncia e condena insultos racistas em particular com River no Algarve

Bruno Henrique alvo de insultos durante e após o duelo com os argentinos, que terminou empatado

O Flamengo emitiu, este sábado, um comunicado a repudiar atos de racismo dirigidos ao avançado Bruno Henrique durante e após o jogo particular contra o River Plate, disputado na passada sexta-feira no Estádio Algarve, em Portugal. O encontro terminou empatado e Bruno Henrique marcou.

Segundo o clube brasileiro, os insultos racistas partiram de adeptos da equipa argentina e iniciaram-se após o jogador ter marcado. Os ataques intensificaram-se nas redes sociais depois do apito final.

O golo em questão aconteceu aos 32 minutos da primeira parte. Após receber um passe de Samuel Lino, Bruno Henrique driblou Riveiro e rematou cruzado para o fundo da baliza. Durante a celebração, o avançado mostrou aos adeptos do River Plate a tatuagem da Libertadores de 2019 que tem nas costas. Em 2019, com Jorge Jesus como treinador, o Flamengo derrotou precisamente o River Plate, por 2-1.

Na sua nota oficial, o Flamengo, orientado por Leonardo Jardim, que vai defrontar o Benfica a 11 de julho noutro particular no Estádio Algarve, expressou «absoluta indignação» e detalhou o sucedido. «Durante o jogo, o atleta foi alvo de manifestações discriminatórias por parte de adeptos da equipa argentina. Após o apito final, os ataques intensificaram-se nas redes sociais, onde passou a receber um grande volume de comentários e mensagens de cunho racista», pode ler-se no comunicado.

O clube manifestou ainda «total solidariedade e apoio a Bruno Henrique», considerando-o «um dos maiores ídolos da história do clube» e sublinhando que «não há espaço para qualquer forma de preconceito dentro ou fora dos estádios».

O Flamengo reforçou que o combate ao racismo é um «compromisso permanente», mencionando que a luta contra a discriminação está integrada nos seus estatutos, que preveem sanções mais severas a partir de 2025.

«O racismo é crime e não pode ser naturalizado nem tratado com tolerância», conclui a nota, apelando a que vítimas e testemunhas denunciem estes atos às autoridades competentes.

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