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'Maldição dos 86 minutos' afasta três seleções africanas do Mundial 2026
Uma coincidência notável tem marcado os 16 avos de final do Mundial 2026, com três seleções africanas a verem o seu sonho ser desfeito por golos sofridos aos 86 minutos. Costa do Marfim, República Democrática do Congo e Senegal foram as vítimas desta infeliz tendência.
No embate entre a Costa do Marfim e a Noruega, o marcador foi inaugurado por Antonio Nusa aos 39 minutos. A equipa africana conseguiu empatar por Amad Diallo aos 74 minutos, mas um golo de Erling Haaland, aos 86 minutos, selou a vitória europeia.
Um cenário semelhante ocorreu no jogo entre a Inglaterra e a República Democrática do Congo. Os congoleses adiantaram-se cedo, com um golo de Brian Cipenga aos sete minutos, e conseguiram manter a vantagem durante 75 minutos, muito graças a uma exibição notável do guarda-redes Lionel Mpasi. No entanto, Harry Kane empatou a partida e, aos 86 minutos, bisou com um remate indefensável de fora da área, garantindo a reviravolta e ultrapassando Pelé como o sexto maior marcador da história da competição.
Já no que toca ao Senegal, o minuto 86 marcou o início da recuperação da Bélgica. A seleção senegalesa vencia graças aos golos de Habib Diarra (24') e Ismaila Sarr (51'), mas Romelu Lukaku reduziu a desvantagem aos 86 minutos. Youri Tielemans empatou três minutos depois e, já no prolongamento, o mesmo Tielemans sofreu e converteu uma grande penalidade que ditou a eliminação africana.
Até ao momento, apenas duas seleções africanas escaparam a este padrão. Marrocos conseguiu a qualificação ao vencer os Países Baixos nos penáltis. Por sua vez, a África do Sul foi a única a ser eliminada por uma equipa não europeia, o Canadá, com um golo de Eustáquio na compensação.
Cabo Verde, Egito, Argélia e Gana ainda irão entrar em campo com a esperança de contrariar esta maldição e garantir um lugar na próxima fase da prova.
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