Carlos Vicens, técnico espanhol do SC Braga, quer uma versão melhor do que a que surgiu no Estoril, de forma a tentar vencer o Benfica - Foto: Miguel Nunes
Carlos Vicens, técnico espanhol do SC Braga, quer uma versão melhor do que a que surgiu no Estoril, de forma a tentar vencer o Benfica - Foto: Miguel Nunes

Carlos Vicens: «Queremos que os resultados sejam outros e na Liga temos de melhorar»

Treinador dos arsenalistas referiu que confia totalmente nos seus jogadores e no processo em construção, mesmo após duas derrotas consecutivas; técnico espanhol quer terminar ciclo de sete jogos em menos de um mês com um triunfo na receção ao Moreirense

O SC Braga vem de duas derrotas consecutivas, frente a FC Porto e Genk, mas Carlos Vicens retirou aspetos positivos e acredita que esta forma de trabalhar vai acabar por ser compensada.

«A primeira parte contra o Genk volta a ser boa, a dominar, sem deixar sair o adversário, trocando a bola com critério e evitando tudo o que o adversário tentava. Uma primeira parte diria excelente, contra um rival de alto nível. Na segunda parte notaram-se alguns momentos de falta de frescura e nos momentos de saída cometemos erros e saiu um golo para os adversários. Isso também custa animicamente, porque são seres humanos», começou por dizer.

«Depois de um grande jogo no FC Porto e de excelentes 50 minutos, foram duas derrotas e isso custa muito. A equipa está no caminho que tem de estar, obviamente queremos que os resultados sejam outros e na Liga temos de melhorar. Vai-se jogando para o campeonato a miúde e não há continuidade na conquista de pontos, mas temos de ter tranquilidade. Disse aos jogadores que não pensem que após as duas derrotas que não confio por um momento. Estou com eles a 100 por cento, porque vejo como trabalham todos os dias. A médio ou longo prazo o futebol vai premiar a forma como temos trabalhado. Amanhã, até pelos jogadores, que cheguemos ao triunfo, pois um dia vai ter de cair para nós», continuou.

Na Liga, os guerreiros do Minho têm nove pontos de atraso para o 4.º classificado que garante a qualificação para a Europa, mas o técnico espanhol não pretende pensar nisso para já.

«Irreversível torna-se quando já não houver pontos para alcançar os adversários. Neste momento temos de pensar no próximo jogo, nos perigos que o adversário pode colocar, o Moreirense é uma boa equipa e está a fazer uma excelente temporada. Temos de ver aquilo de que necessitamos para esta partida e imprimir agressividade para ganharmos amanhã. Não podemos falar em aspetos irreversíveis quando estamos em quatro competições, num calendário muito denso, neste cenário temos de continuar a competir, para que nestes blocos de mês a mês possamos terminar com uma vitória», sublinhou o treinador, de 42 anos, que ainda não venceu um dérbi da região esta temporada e pretende alterar isso frente ao Moreirense.

«O que temos de fazer é um jogo à altura, conseguir minimizar os erros e continuar a pressionar alto, procurando colocar o rival em dificuldades. Fazer golos e não sofrer é o que é o futebol. Mesmo nestas duas últimas derrotas estivemos mais perto da baliza contrária, mas acabamos por perder. O futebol é assim, por isso desperta tanta paixão. Temos de ver o que conseguimos controlar, que é a agressividade e forma como entramos em campo para ganhar e oxalá o futebol possa ficar do nosso lado.»

No final da partida com o Genk, na Liga Europa, o timoneiro bracarense mencionou que não se podem cometer certos erros contra equipas fortes e agora explicou aquilo que há a fazer para melhorar nesse aspeto específico.

«Temos de ser responsáveis por defender os esquemas táticos da melhor forma possível. No final de contas vamos sempre encontrar quem culpar individualmente, mas para haver esses erros defensivos, tal como os que há no ataque, tem tudo a ver com o processo implementado. Tem tudo a ver com a frescura, com a concentração e também com a qualidade da equipa rival. A maturidade, o passado recente como o jogo com o FC Porto, tem tudo influência e falamos sobre isso com os jogadores. Aprendemos com todas as situações e cada dia vamos ficar mais adultos. Mas que o foco não se desvie de querermos fazer as coisas bem.»