Abby Steiner detém ainda vários recordes da NCAA, tanto em pista coberta como ao ar livre        Fotografia Imago
Abby Steiner detém ainda vários recordes da NCAA, tanto em pista coberta como ao ar livre Fotografia Imago

Bicampeã mundial processa Puma e a equipa de Fórmula 1 da Mercedes

Abby Steiner alega que os sapatos para correr que lhe foram entregues pela conhecida marca de equipamentos desportivos e projetados pela famosa marca de automóveis precipitaram o fim da sua carreira no atletismo

A americana Abby Steiner, bicampeã mundial nas estafetas de 4x100m e 4x400m em Eugene-2022, processou a Puma e a equipa de Fórmula 1 Mercedes, acusando-as de terem criado sapatilhas desportivas que lhe causaram lesões e precipitaram o fim da carreira.

Steiner, de 26 anos, competiu nos 200, 300 (indoor) e 400 m, tanto no Campeonato Nacional Universitário Americano (NCAA) como a nível internacional, nos Mundiais de Atletismo realizados naquela cidade do estado de Oregon.

Devido às suas excelentes performances na NCAA, com o equipamento da Universidade de Kentucky, Steiner atraiu a atenção da Puma, que lhe ofereceu um contrato de patrocínio em 2022, no valor de aproximadamente dois milhões de dólares (1,7 milhões de euros). No mesmo mês, conquistou as medalhas de ouro no Mundial, integrando as estafetas norte-americanas de 4x100 m e 4x400 m.

No entanto, a partir de 2023, Steiner sofreu cada vez mais lesões, e a promissora carreira terminou em 2024, tendo participado pela última vez nas seleções que estoveram nos trials americanos para os Jogos de Paris-2024.

Entretanto, a bicampeã mundial processou a Puma e a equipa de Fórmula 1 Mercedes, que criaram o design das sapatilhas desportivas que recebeu para competir. Alega que foram mal projetadas, que eram «defeituosas» e «inseguras».

De acordo com o Front Office Sports, no processo que intentou a 24 de abril, no Supremo Tribunal de Massachusetts, Steiner afirmou que «as sapatilhas Puma aumentaram o risco de lesões devido ao seu design e à utilização da tecnologia de placa de fibra de carbono e espuma nitro».

Considera ainda que os produtos da Puma precipitaram o fim da sua carreira e exige compensações financeiras e não só. Steiner acusa a empresa alemã de saber que os seus produtos eram defeituosos, mas de os ter promovido mesmo assim.