Olímpico australiano pede desculpa após comentário sexista
O atleta de meio-fundo australiano, Ryan Gregson, viu-se obrigado a pedir desculpa publicamente após ter utilizado um termo considerado «depreciativo» durante a sua participação num podcast.
A polémica surgiu quando o atleta olímpico, no podcast For The Kudos, usou a expressão «getting chicked», que se refere a um homem ser derrotado por uma mulher numa competição.
Aussie Olympian issues grovelling apology after making sexist comments about one of the world's top athletes https://t.co/31yCavzjcb
— Daily Mail Sport (@MailSport) April 28, 2026
«Estás a caminho de um recorde pessoal, sabes que estás a ir bem, mas a meio do percurso há uma rapariga mesmo ao teu lado», disse Gregson, continuando: «É como se estivesses a reavaliar tudo, pensas: 'Estou a ter o melhor dia da minha carreira, mas será que vou ser chicked?».
A atleta feminina a que Gregson se referia era a superestrela queniana Agnes Jebet Ngetich, a atual campeã mundial de corta-mato que, em 2024, estabeleceu um novo recorde mundial nos 10 km numa corrida mista em Espanha.
O uso do termo gerou uma onda de críticas imediatas online, tanto ao atleta como ao podcast. Chloe Dalton, estrela do desporto australiano, jogadora da AFLW e medalha de ouro - rugby - nos Jogos Olímpicos de 2016, classificou o comentário como «incrivelmente preocupante».
As reações dos ouvintes foram duras. «Que nojo... isto é tão aborrecido... Os melhores homens apoiam as mulheres. Homens inseguros criam podcasts, gabam-se dos seus feitos e ouvem o som da sua própria voz nos tempos livres», comentou um utilizador. Outros comentários incluíram frases como «Espero genuinamente que não treines nenhuma mulher» e «Precisamos mesmo de parar de dar microfones a homens».
Confrontado com a controvérsia, Gregson, que tem dois filhos com a maratonista australiana Genevieve Gregson, emitiu um pedido de desculpas noutro podcast.
«Do fundo do meu coração, lamento imenso», afirmou. «Aquilo não me representa, respeito imenso as atletas femininas neste desporto, especialmente porque a minha mulher é uma delas».
O atleta admitiu que o termo foi «errado» e «depreciativo», acrescentando que pintou uma imagem «terrível» e incorreta da forma como vê as atletas femininas.