As mudanças de Carrick em relação a Amorim que 'relançaram' o Man. United
O impacto de Michael Carrick no Manchester United foi prontamente reconhecido com a sua eleição para melhor treinador do mês de janeiro. O técnico, que sucedeu a Ruben Amorim no início do mês passado, transformou a equipa e colocou-a na luta por um lugar nos quatro primeiros classificados, que têm um lugar garantido na próxima edição da Champions League.
Carrick iniciou o seu percurso com quatro vitórias consecutivas, frente a Manchester City (2-0), Arsenal (3-2), Fulham (3-2) e Tottenham (2-0). A série vitoriosa terminou com um empate contra o West Ham (1-1), mas um golo de Benjamin Sesko aos 90+6' permitiu manter a invencibilidade do novo treinador. Deste modo, o próprio site da Premier League analisou as cinco alterações fundamentais, em relação à era Ruben Amorim, que «relançaram» a época do United.
Recuperar a identidade
Uma das principais missões de Carrick foi resgatar o futebol de ataque direto que marcou a era de Sir Alex Ferguson, sob o qual o próprio Carrick jogou durante sete anos. Os números comprovam a mudança: em comparação com os 20 jogos desta época sob o comando de Amorim, a equipa de Carrick regista um aumento de 50% em contra-ataques rápidos e mais 21 passes para o último terço por jogo. Esta abordagem resultou em mais oportunidades claras de golo, mais remates à baliza e uma recuperação de bola mais subida no terreno.
Bruno Fernandes como número '10'
Michael Carrick, que tem ainhado num sistema de 4-2-3-1, reposicionou Bruno Fernandes numa função mais adiantada, atrás do ponta de lança, ao contrário do papel mais recuado que desempenhava no sistema 3-4-2-1 de Amorim. Esta liberdade permitiu a Fernandes explorar a sua criatividade, com menos responsabilidades defensivas, que agora estão a cargo de Casemiro e de Kobbie Mainoo.
«O Bruno consegue simplesmente criar momentos», afirmou Carrick à TNT Sports. «Ele é brilhante. Penso que essa pequena liberdade lhe assenta bem, ele tem uma inteligência futebolística natural». O técnico acrescentou: «Conhecendo-o há muito tempo, as suas qualidades, os seus atributos, ele é criativo, por isso deixemo-lo ser criativo nos sítios certos». A alteração tática teve retorno imediato, com Fernandes a registar um golo e quatro assistências nos primeiros cinco jogos de Carrick à frente dos red devils.
Aposta em Mainoo
A reintegração de Kobbie Mainoo no onze inicial foi outra mudança significativa. O jovem de 20 anos, que não tinha sido titular em nenhum jogo com Amorim, realizou todos os minutos dos cinco encontros sob o comando de Carrick. Esta decisão não só respondeu a um anseio dos adeptos, como também restabeleceu a ligação com a famosa academia do clube e acrescentou controlo e fluidez de passe ao meio-campo.
«Não estou a colocar tudo sobre os ombros do Kobbie, ele está a sair-se muitíssimo bem e tenho a certeza de que continuará assim», disse Carrick ao site oficial do clube. «Queremos mais disto. Queremos que mais jogadores cheguem à equipa principal através da nossa academia. Para mim, não há melhor sensação do que dar uma oportunidade a jovens jogadores».
Bryan Mbeumo como ponta de lança
Uma das surpresas táticas de Carrick foi a utilização do extremo Bryan Mbeumo como ponta de lança nos seus três primeiros jogos. Questionado sobre a decisão, o treinador destacou o seu «faro pelo golo» e a «sua excelente movimentação», bem como a boa ligação com Bruno Fernandes. Mbeumo correspondeu com três golos e uma assistência em cinco jogos, demonstrando a sua versatilidade ao marcar tanto a partir do centro do terreno do ataque como a partir da ala, onde jogava com mais regularidade sob o comando de amorim.
Bases defensivas sólidas
O futebol ofensivo da equipa tem sido construído sobre uma base defensiva mais robusta. Harry Maguire, que tinha perdido espaço com Amorim, foi titular em todos os cinco jogos com Carrick e revelou-se fundamental para restaurar a solidez e organização do setor recuado. Sob a nova liderança, o Manchester United sofre em média um golo por jogo, uma melhoria face à média de 1,5 golos sofridos por jogo com o técnico português.
O defesa-central inglês também já comentou a mudança que Carrick conseguiu implementar na equipa. «Não defendíamos a nossa área nem de perto nem de longe o suficiente», afirmou Maguire à TNT Sports antes do jogo com o West Ham. «Sempre que a bola entrava na área, eles tinham uma oportunidade, mas nos últimos três jogos tem havido mais urgência. Não só por parte dos defesas, mas também dos médios, dos alas a recuar e do avançado a proteger a entrada da área», acrescentou.
#DAZNPremier
Artigos Relacionados: