Dragões reclamaram expulsão após falta de Francisco Gonçalves no Nacional-FC Porto

Algumas falhas disciplinares: a análise de Pedro Henriques ao Nacional-FC Porto

José Bessa mostrou mal dois cartões amarelos e deixou outro por exibir, avalia especialista de A BOLA
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A lei 4 (O equipamento dos jogadores) determina, página 64, ponto 3 (cores), que as duas equipas devem usar cores que as distingam entre si e também dos elementos da equipa de arbitragem. Cada guarda-redes deve usar um equipamento de cores que os distinga dos outros jogadores e dos árbitros, sendo que se ambos os guarda-redes tiverem a mesma cor, o árbitro deve permitir que o jogo seja disputado se nenhum puder mudar. Neste jogo em concreto, o Nacional estava de preto, o guardião dos insulares de azul claro e o guardião dos dragões de amarelo, sendo que a equipa de arbitragem só tem três cores disponíveis (preto, amarelo e azul). O árbitro não tinha grande alternativa se não ter uma das cores igual a um dos guarda-redes. Foi o que aconteceu, veio de azul, igual a Kaique Pereira. Tudo certo, não tinha outra opção.

José Bessa – nota 6

39’. Imprudente. Deniz Gul, ao tentar passar por Francisco Gonçalves, acaba por tocar com os braços na zona da cabeça do central dos insulares. Falta bem assinalada pelo árbitro, livre direto, mas sem motivo para mostragem de cartão amarelo.

41'. Faltou cartão amarelo para Alberto, que ao tentar jogar a bola acabou por pontapear o pé de Ramírez numa entrada e abordagem claramente negligente. O árbitro deu e bem a lei da vantagem, mas na interrupção seguinte deveria ter sancionado disciplinarmente o defesa dos dragões.

45'. O árbitro deu dois minutos de tempo adicional, recuperação de tempo perdido, em função de algumas paragens, por jogadores que ficaram no chão lesionados, embora em alguns casos sem que tenham sido assistidos pela equipa médica.

45+1'. Quando um jogador entra em tackle sobre um adversário corre sempre o risco, por ser uma entrada mais impetuosa, de derrubar o seu adversário, sobretudo se não acertar/tocar na bola e com isso magoar ou lesionar, pois normalmente o que vai sempre à frente é a sola da bota e os respetivos pitons. Neste caso em concreto da entrada de Francisco Gonçalves, esta teve como atenuante o facto de o defesa tocar de forma clara e em primeiro lugar na bola, com a sola do pé direito, e só depois, com o mesmo pé, acertar no pé de Oskar Pietuszewski. Daí que a infração acabe por se enquadrar na negligência, que é quando um jogador não tem em conta o perigo e as consequências do seu ato na forma como aborda o lance em relação ao seu adversário, razão pela qual, nestas circunstâncias, o cartão mostrado é, apenas, o amarelo.

51’. Ombro. Após cruzamento de Oskar Pietuszewski, a bola foi intercetada pelo ombro esquerdo de Francisco Gonçalves, que estava no interior da sua área. O ombro é uma zona jogável e não faz parte do braço/mão para efeitos da lei e de eventual penalização.

84’. Na rotação. Existe efetivamente um ligeiro pisão na ponta do pé de Pepê, mas não foi na disputa de bola, pois esta estava claramente na posse de Liziero, foi no movimento de rotação, foi sem querer, ou seja, foi apenas imprudente. Imprudência não deveria ter tido sanção disciplinar.

86’. Comportamento incorreto. Kaique Pereira, guardião dos insulares, ao não respeitar a indicação do árbitro em relação ao local onde tinha de colocar a bola para recomeçar o jogo, acabou por ver de forma correta o cartão amarelo. O árbitro foi muito claro e positivo.

Positivo
A gestão técnica, a colocação e movimentação, sempre próximo dos lances, e os assistentes, que estiveram em bom plano.

90'. O árbitro deu seis minutos de tempo adicional, em função das incidências: os três cartões amarelos que mostrou no segundo tempo, as seis paragens para substituições onde entraram nove jogadores, um golo e as três assistências médicas a jogadores lesionados.

Negativo
Dois cartões amarelos mal mostrados e um por mostrar foram os principais, mas pouco relevantes, erros cometidos.

90+3’. Na bola. O árbitro foi iludido pela velocidade do lance e pela forma como William Gomes se mandou para o chão. Lenny Vallier esticou a sua perna esquerda e tocou apenas com o pé/sola no esférico, não tocando/rasteirando nunca o seu adversário.