Bednarek celebra golo contra o Nacional. Foto Catarina Morais/Kapta+
Bednarek celebra golo contra o Nacional. Foto Catarina Morais/Kapta+

Com meio-campo tão lento, só mesmo com a bola parada... (as notas do FC Porto)

Mora e Froholdt com exibições para esquecer; Gabri Veiga entrou e com o primeiro toque na bola bateu o canto para o golo de Bednarek
Melhor em campo: Jan Bednarek (8)
Podia não ter marcado e seria à mesma o melhor do FC Porto, tamanha a imponência do seu jogo defensivo, incluindo corte salvador na sua pequena área, aos 70'. O golo, um belo cabeceamento em que fugiu de Witi e saltou mais alto que Zé Vítor, foi a cereja em cima do bolo. Mas já antes, na primeira parte, causara aflição na defesa madeirense, ganhando vários lances de cabeça na área que os companheiros não conseguiram aproveitar.

Diogo Costa (7) — Tarde de pouquíssimo trabalho, com apenas uma defesa difícil — mas que defesa! É verdade que o cabeceamento de Chucho Ramírez, aos 33', saiu quase à figura, mas foi à queima roupa, fortíssimo, e o guarda-redes dos dragões teve reflexos e instinto para não só travar a bola como fazê-la subir, evitando potencial recarga, antes de limpar por cima da trave. Brilhante e decisivo.

Alberto (5) — Jogo certinho a defender, embora Paulinho Bóia e José Gomes lhe tenham dado bastante trabalho — e aos 90+6', ao perder nas alturas, permitiu a segunda melhor ocasião ao Nacional, num remate de Baeza que ficou a centímetros do 1-1. A atacar pouco ou nada fez, e aquele cruzamento totalmente falhado aos 53', com a bola a sair junto à bandeira de canto contrária, foi o espelho de uma tarde desinspirada.

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Thiago Silva (6) — Seguro a defender, não deu espaço a Chucho Ramírez. Ainda ameaçou aos 18', mas o cabeceamento saiu fácil para Kaique.

Zaidu (6) — Solução de recurso face às ausências de Martim Fernandes, Kiwior e Francisco Moura (sim, o nigeriano é a quarta opção para a lateral esquerda...), não brilhou mas também não falhou. Exemplar a defender, incluindo um corte salvador aos 90+1', travando remate de Daniel Jr., ainda deu uma ajuda no ataque, sem correr demasiados riscos.

Froholdt (4) — Muito pobre. Lento, lentíssimo, falhou a ligar o jogo, falhou a aparecer em zonas de finalização, falhou algumas vezes na primeira barreira de pressão, até falhou a aparecer no caminho da bola, como aconteceu logo aos 3', em que impediu, com as costas, que remate de Alan Varela seguisse para a baliza. E foi salvo por Diogo Costa no falhanço mais grave — foi o dinamarquês que deixou Chucho Ramírez sozinho, depois de finta de corpo do avançado do Nacional, na melhor oportunidade dos madeirenses.

Alan Varela (6) — Fez de bombeiro à frente dos centrais e apagou quase todos os fogos (foram poucos, é verdade) que o Nacional foi criando. Não foi exemplar na circulação de bola, mas teve, pelo menos, o atrevimento para aparecer em zonas de finalização — remates venenosos mas desviados aos 3' (por Froholdt...) e aos 40' (que nem valeu canto porque houve falta ofensiva na área) foram disso exemplo.

Rodrigo Mora (4) — Não conseguiu agarrar a oportunidade. Ainda bateu dois cantos com algum perigo na primeira parte, um para Gul, outro para Thiago Silva, mas não foi o motor de que a equipa precisava. Nas poucas vezes que se libertou de Joel Silva, lá aparecia Matheus Dias como pronto-socorro, e nunca conseguiu desequilibrar. Só uma vez tentou visar a baliza, aos 46', mas pegou mal na bola e o remate saiu fácil para Kaique.

Pepê (5) — Até começou bem, com velocidade, com dinamismo, e aos 16' (passou dois adversários em contra-ataque, mas já não ultrapassou o terceiro) e 17' (remate perigoso, desviado) mostrou-se ameaçador. Foi fogo de vista. Ajudou, tentou, mas tudo espremido deu muito pouco.

Deniz Gul (4) — Tarde frustrante, e nem será o maior responsável — a falta de qualidade da exibição ofensiva dos dragões fez com que passasse longe do jogo. Mas nas raras vezes em que apareceu esperava-se mais — não tanto no cabeceamento a meias com José Gomes que por causa da ação do defesa do Nacional saiu fácil para Kaique (13'), mas por exemplo na perdida incrível aos 19' (havia fora de jogo de Mora, mas só foi assinalado depois), em que não conseguiu bater Kaique no um para um. E nem ao tentar vir buscar jogo atrás foi feliz — em cima do intervalo, uma perda de bola no seu meio-campo poderia ter custado caro.

Pietuszewski (5) — Começou atrevido, a avançar para cima de Núñez no um para um, tanto procurando a linha como fletindo para o meio, o que dificultava a ação do lateral do Nacional, sem conseguir antecipar o que o miúdo ia fazer. Mas sempre que foi para a linha não conseguiu entregar a bola em condições na área, e nas vezes em que veio para o meio só arrancou um remate algo perigoso, logo aos 11', mas que Kaique encaixou bem.

Gabri Veiga (7) — Entrou e recomeçou o jogo batendo um pontapé de canto e colocando a bola na cabeça de Bednarek para o único golo do jogo. Ainda apareceu perto da área do Nacional um par de vezes, mas sem conseguir dar a melhor sequência aos lances, mas desempenhou um papel defensivo fundamental a segurar a vantagem, destacando-se dois cortes (68' e 80') a travarem iniciativas ameaçadoras dos madeirenses.

Borja Sainz (4) — Meia hora e quase não se viu. Sim, assim que entrou o FC Porto marcou; sim, ajudou a defender. Mas foi pouco.

Seko Fofana (5) — Trouxe dinamismo que não se vira com Froholdt.

Terem Moffi (4) — Entrou e escondeu-se atrás dos centrais do Nacional. Nem para segurar a bola serviu.

William Gomes (–) — Entrou para a compensação.