Adam Silver defende frente unificada com a Euroliga para a NBA Europa
Para além de referir que os castigos aplicados aos Clippers e ao seu dono Steve Ballmer são definitivos e não haverá reduções ou perdões parciais no futuro, como aconteceu com os Timberwolves no início do século, e de falar sobre como se encontra a expansão para 32 clubes com a entrada de equipas em Las Vegas e Seattle, na conferência de imprensa realizada após a reunião desta terça-feira do Board of Governors — organismo máximo da NBA —, o commissioner Adam Silver respondeu igualmente sobre a situação da NBA Europa.
Liga que pretende arrancar em outubro de 2027 com 16 clubes, 12 dos quais com estatuto de membros permanentes, mas onde ainda não se conhecem definitivamente quais das cidades inicialmente desejadas — Madrid, Barcelona, Paris, Lyon, Berlim, Munique, Istambul, Londres, Manchester, Milão, Roma e Atenas — irão realmente avançar e que clubes a irão integrar.
Isto apesar de haver rumores de que mais de 20 clubes tradicionais de basquetebol e futebol, incluindo equipas atuais da Euroliga, já apresentaram propostas para se tornarem franchises permanentes.
No entanto, Silver conta que a NBA está a fazer «progressos» nos seus planos e confirmou que tem mantido conversações com a Euroliga sobre uma potencial aliança, mas sem especificar a natureza das discussões. «Discutimos as negociações em curso com a Euroliga. Como disse anteriormente, acredito que estamos a fazer progressos. Haverá anúncios adicionais sobre a NBA Europa nas próximas semanas».
«Discutimos as negociações em curso com a Euroliga e acreditamos que a liga [NBA] seria fortalecida se unisse forças com a Euroliga. Não tem de acontecer, mas acredito que estaríamos todos melhor como uma frente unificada na Europa», acrescentou Adam Silver que classificou, uma vez mais, a iniciativa como uma oportunidade única para expandir a marca NBA, aproveitando a tradição do basquetebol no continente europeu.
«Para mim, é uma oportunidade histórica de potencialmente construir sobre as incríveis tradições do basquetebol europeu, atualmente na Euroliga e em várias ligas nacionais», explicou, citando o deputy commissioner Mark Tatum, que é quem tem estado encarregue das operações na Europa.
O objetivo, segundo ele, é «levar isso para o próximo nível, criando uma combinação de novos clubes e clubes existentes numa competição europeia ao estilo da NBA».
«No que diz respeito aos potenciais investidores, não tenho a certeza de que estejam tão impacientes com a próxima época. Penso que, se dependesse de alguns deles [investidores], esperaríamos mais tempo para o lançamento», admitiu Silver.
«Ao mesmo tempo, dependendo da nossa posição com a Euroliga, creio que é importante introduzirmos competição no mercado no próximo verão».
Silver alertou, no entanto, que o formato inicial poderá ser diferente da versão final. «O produto inicial que provavelmente verão daqui a um ano será diferente de quando finalmente reunirmos todas as equipas e estivermos a operar formalmente a liga».
O processo envolve a resolução de várias questões estruturais complexas, como a criação de um sistema salarial, a agregação de direitos televisivos e a construção de novas arenas em várias cidades europeias.
«Estou satisfeito com o progresso que estamos a fazer. Penso que os proprietários das nossas equipas [da NBA] também estavam, mas, ao mesmo tempo, isto leva tempo. Isto levará mais algum tempo antes de estarmos prontos para consolidar tudo», concluiu.
A real situação das negociações com a Euroliga e se a NBA Europa tem estrutura para realmente arrancar na temporada 2027/28 pode ficar melhor definida após a reunião agendada para 5 de outubro entre os dois organismos, com os clubes europeus na expectativa de que seja formalmente apresentada uma proposta de colaboração que possa ajudar ambos os lados.
As ofertas apresentadas em cada um dos já referidos mercados-alvo atingiram um valor mínimo de 500 milhões de dólares (433 milhões de euros), com várias propostas a ultrapassarem a marca dos mil milhões (865 milhões).
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