Lukebakio apontado à titularidade em Milão (foto: Miguel Nunes)
Lukebakio apontado à titularidade em Milão (foto: Miguel Nunes)

Benfica: por falar em duras batalhas...

Qualidade individual do plantel do Benfica não mudou muito, mas a Liga Europa também não é a Liga dos Campeões, mesmo quando o adversário a seguir não for o FC Porto

Marco Silva vai insistindo na ideia de que o caminho da equipa do Benfica é longo, não vá alguém levitar demasiado, dentro ou fora do autocarro. O jogo com o Gil Vicente mostrou que os buracos na estrada surgem sem aviso, normalmente, mas a excursão do Benfica esta semana justifica um sinal de perigo.

O treinador das águias alertou recentemente para «duras batalhas» que a equipa ainda terá de enfrentar, e não seria fácil encontrar dois duelos mais difíceis do que visitar Milão e o Dragão, ainda para mais no espaço de cinco dias.

Para azar encarnado, o jogo mais difícil do calendário europeu ficou colado à deslocação mais exigente na luta pelo título nacional — até por ser a casa do campeão. Embora as águias tenham ainda Celtic, Omonia, Lech Poznan, Viktoria Plzen, OFI, NEC e AZ Alkmaar para fazer contas na UEFA, o jogo com o Milan representa o primeiro grande teste da temporada, e logo com Ruben Amorim do outro lado, com tudo o que isso representa — sem esquecer Gonçalo Ramos, que quer marcar, naturalmente, mas nem pensa em festejar.

O FC Porto não terá estes condicionalismos na preparação do clássico, o que só reforça a necessidade de gerir opções, tal como o próprio Marco Silva reconhece. O plantel assim o permite, mesmo que não seja evidente um aumento da qualidade individual, se pensarmos que António Silva, Otamendi, Gonçalo Oliveira, Sidny Cabral, Ríos, Bruma e Ivanovic deram lugar a Circati, Lenglet, Gabriel Índio, El Karouani, Echeverri, Kaminski e Durán.

João Palhinha é nome à parte, pois representa o principal upgrade, mesmo no que diz respeito ao onze-base, sem ignorar que saiu também Dedic e não chegou nenhum reforço para a lateral direita.

Serve isto para insistir na ideia de que o plantel do Benfica não está substancialmente melhor esta época, o que só valoriza o trabalho da equipa técnica liderada por Marco Silva, que tem conseguido uma aproximação entre o rendimento coletivo e a exigência e identidade do clube.

Para além disso a Liga Europa não é a Liga dos Campeões, pelo que não há qualquer razão para baixar a ambição, mesmo que seja mesmo para encarar os jogos a meio da semana com segundas linhas.

Gerir é preciso. Não só em San Siro e nesta parte mais atribulada do percurso, mas em toda a rota europeia que o Benfica venha a fazer.

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