Sérgio Vieira: «O momento que decidiu o jogo e o desequilibrou veio da 3.ª equipa»
O treinador Sérgio Vieira, concentrado antes de um jogo do Estrela da Amadora em jogo pela Liga de futebol. Foto: Maciej Rogowski/Imago.

Sérgio Vieira: «O momento que decidiu o jogo e o desequilibrou veio da 3.ª equipa»

NACIONAL02.03.202423:56

Treinador do Estrela da Amadora não gostou das decisões da equipa da arbitragem, nas duas vezes em que foi chamado pelo VAR; técnico apreciou a consistência da sua equipa e lamentou o primeiro golo sofrido de penálti

Que análise faz ao jogo e também à arbitragem?

- O momento que decidiu o jogo e o desequilibrou foi feito pela 3.ª equipa. Faz parte, quando um jogador falha por baixo da trave ou um guarda-redes dá um frango, também é escandaloso e decide um jogo. Viemos organizados e estivemos consistentes. Podíamos ter tido mais bola, por mais tempo. Sabíamos o histórico do SC Braga, apesar de vir de um bom momento. Analisamos bem o adversário e podíamos ter ganho este jogo. Não houve um desequilíbrio evidente na partida e infelizmente foi decidido nesse erro de arbitragem que acontece.

O que procurou fazer com as substituições efetuadas?

- Não estávamos a conseguir chegar à frente. O Nanu e o Hevertton não estavam a ter boas ligações, nem a combinarem bem com os jogadores da frente, apenas na 1.ª parte um lance com o Hevertton e o Leo Jabá. Depois com o Jean e com o Nilton fomos à procura de outras soluções. Estamos num momento menos bom, como acontece com todos, como foi com o SC Braga não há muito tempo. Os jogos são decididos também por momentos. Quando surge o 2.º golo, já estávamos à procura de chegarmos nós ao golo e não estávamos tão concentrados e as coberturas não foram feitas da melhor maneira. O 1.º golo surge de um erro de arbitragem e tivemos de ir à procura de outro resultado.

Como convenceu Leo Jabá a vir para o Estrela da Amadora e como tem visto a sua temporada?

- Leo Jabá tem potencial e não uma qualidade firmada. Tem de continuar a trabalhar, é jogador que já fez parte das seleções jovens brasileiras e já jogou a Liga dos Campeões. Trouxemos com o intuito de lhe dar uma oportunidade de poder relançar a carreira. É a realidade destes clubes com menos possibilidades, procurar soluções que possam vir ajudar e que possam evoluir. Vimos isso com a saída do Ronald em janeiro que cresceu bastante aqui. Já o Leo veio para se projetar e tem capacidades para chegar a outro patamar.

O que esteve a conferenciar com o árbitro no final do encontro e o que é preciso fazer, agora, nos dez jogos que faltam?

- Não queria levar amarelo, nem ser expulso. Foi uma conversa com respeito e temos de reconhecer que o árbitro pode errar, mas que nos prejudicou nesta partida. Temos dez finais para fazer 12 ou 13 pontos, dos 30 que estão em disputa. Com 34, 35 ou 36 podemos ficar bem. Não podemos olhar para esses dez jogos, mas para o Casa Pia que é o próximo adversário. Temos de ser a equipa que fomos aqui, com ambição e consistência. Temos de dar sequência ao trabalho e conquistar pontos.