«Jogar no Benfica não é para todos»
Trubin na vitória do Benfica frente ao SC Braga. Foto: IMAGO/ULMER Pressebildagentur

«Jogar no Benfica não é para todos»

NACIONAL18.12.202319:46

Quim vê muita qualidade no guarda-redes ucraniano, mas pede paciência aos adeptos

Trubin foi a grande figura do encontro entre Benfica e SC Braga. O guarda-redes ucraniano acumulou várias defesas de alto nível, sendo que a sua intervenção no tempo de desconto — negou o golo a Banza com uma defesa apertada com o pé direito — provou-se vital no assalto das águias ao primeiro lugar da Liga.

A BOLA conversou com Quim, antigo guarda-redes de Benfica e SC Braga, para perceber que tipo de guarda-redes as águias têm nas suas fileiras. O atual treinador de guarda-redes do Trofense vê em Trubin um jogador que «dentro dos postes é muito forte, muito ágil», que ainda «demonstra alguma insegurança a sair aos cruzamentos», mas que «vai melhorar com experiência e o acumular de jogos», e com a «adaptação ao futebol português». 

Quim, antigo guarda-redes do Benfica. Foto: ASF/ANDRE ALVES

Quim reitera, no entanto, que «o Benfica tem ali um grande guarda-redes»,  e que o clube encarnado «tem sempre grandes guarda-redes», fazendo a analogia: «Não é fácil, não é para todos. O Oblak, por exemplo, também cresceu — no início andou emprestado e depois mostrou toda a sua qualidade, tal como o Ederson. Júlio César já veio com muita experiência e era um grande guarda-redes do futebol mundial. O Trubin é jovem, vai aprender e as pessoas têm de ter paciência. Vai haver erros, todos erram, mas num clube grande é complicado porque são poucas as bolas que chegam lá, e quando lá chegam ele tem de se mostrar preparado.»

Os guarda-redes não podem ir abaixo com os erros, e acredito que ele seja muito forte a nível mental.

Questionado se o guarda-redes ucraniano pode ganhar pontos e títulos para a equipa, Quim foi contundente: «Ainda ontem ganhou pontos para o Benfica. É jovem, teve um ou dois jogos complicados por causa de um ou outro erro e já se dizia que não era o que se estava a pensar, que custou demasiado… não é assim, é preciso ter paciência. Costumo dizer que só a partir dos 30 é que me senti guarda-redes. Não é fácil, requer muitos jogos, muita competição e muito trabalho para adquirir níveis muito altos.»

Presente nas bancadas do jogo no domingo, Quim viu na baliza encarnada «um guarda-redes calmo, com tranquilidade», sendo da opinião que «já se vê a confiança que os colegas têm nele e vice-versa». O atual treinador de guarda-redes acrescentou ainda: «do que tenho acompanhado, acho que não desespera com erros que possam acontecer. Os guarda-redes não podem ir abaixo com os erros, e acredito que ele seja muito forte a nível mental.»