Alessia Elefante, mulher de Donnarumma. Instagram/Alessia Elefante
Alessia Elefante, mulher de Donnarumma. Instagram/Alessia Elefante

Nove anos de prisão para líder de assalto violento a Donnarumma e mulher

Ilyas Kherbouch vai continuar detido; guarda-redes e companheira foram agredidos em casa em assalto violento em 2023

Ilyas Kherbouch, considerado o cabecilha do grupo que levou a cabo o violento assalto à residência do guarda-redes Gianluigi Donnarumma e da sua companheira, foi condenado a nove anos de prisão efetiva, de acordo com sentença proferida esta sexta-feira pelo tribunal de Paris.

O Ministério Público tinha pedido uma pena de 10 anos para o jovem de 21 anos, que terá orquestrado a operação a partir da sua cela. Kherbouch já era conhecido das autoridades por uma fuga da prisão de Villepinte em março e o seu nome está associado a múltiplos casos de sequestro.

O assalto ocorreu na noite de 21 de julho de 2023, no apartamento do casal em Paris. Donnarumma, antigo jogador do PSG, e a sua companheira, Alessia Elefante, foram retirados da cama, amarrados e agredidos. De acordo com um depoimento escrito enviado ao tribunal, o guarda-redes da seleção italiana e agora do Manchester City foi golpeado até sangrar, enquanto os assaltantes exigiam: «O dinheiro, os relógios!». A sua companheira, que estava grávida, foi estrangulada com um cabo de carregador de telemóvel.  A jovem entregou-lhes um relógio Cartier, joias e 2000 euros em dinheiro.

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O grupo de sete homens, alguns ainda por identificar, roubou dinheiro, joias, relógios e malas de luxo, num valor estimado pela vítima em perto de um milhão de euros. Os ladrões fugiram com as chaves de um Mercedes e de um Lamborghini, dinheiro, relógios e malas de luxo. A polícia apurou que o grupo entrou no apartamento através de um escadote que lhes permitiu subir ao telhado, descendo depois para a varanda e arrombando as janelas.

O caso teve consequências trágicas para além do roubo. O Ministério Público referiu-se a «duas mortes colaterais»: Alessia, que foi agredida ao não consegui dar o código de um cofre que estava vazio, sofreu um aborto espontâneo pouco tempo depois, atribuído ao choque traumático; e o suicídio de um dos envolvidos no assalto. Este último, ameaçado por ser considerado um «delator», tirou a própria vida na cela, em maio de 2024.

No mesmo processo, Khyan M., de 22 anos, que a acusação considerava ser o segundo mandante e para quem pedia nove anos de prisão, foi absolvido. A sua advogada, Me Céline Dadouat, manifestou-se «satisfeita e aliviada» com a decisão do tribunal.

Já Moktar D., que atuou como vigia na noite do crime, foi condenado a uma pena de cinco anos de prisão, dois dos quais com pena suspensa em regime probatório. Durante o interrogatório, o jovem, que afirmou ter sido sequestrado após o assalto por ter abandonado o local demasiado cedo, não forneceu detalhes.

Apesar de uma infância marcada pela violência e de estar preso desde os 14 anos, Ilyas Kherbouch, conhecido como «Ganito», negou sempre ser o cérebro por detrás do assalto. Alegou que os telemóveis encontrados na sua cela, com provas incriminatórias, também eram utilizados por outros reclusos.

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