Lando Norris, campeão do mundo pela McLaren em 2025
Lando Norris, campeão do mundo pela McLaren em 2025 - Foto: IMAGO

«Viemos dos melhores carros de sempre na Fórmula 1 para os piores»

Lando Norris, atual campeão do mundo pela McLaren, terminou em sexto lugar na primeira qualificação da temporada, na Austrália, e a diferença da Mercedes foi esmagadora para os restantes, com Russell a liderar

George Russell atribuiu a uma «tempestade perfeita» a enorme vantagem da Mercedes sobre os seus rivais na qualificação para a primeira corrida da nova temporada de Fórmula 1, marcada por uma grelha de partida invulgar, reflexo dos novos e controversos regulamentos.

O piloto britânico, que liderou uma dobradinha da Mercedes à frente do seu colega de equipa Kimi Antonelli, terminou com uma vantagem de 0,785 segundos sobre o primeiro piloto de outra equipa, Isack Hadjar, da Red Bull. Russell referiu-se especificamente ao despiste de Max Verstappen, que a Mercedes considerava o seu principal adversário, impedindo-o de registar um tempo.

«Sabíamos que tínhamos um carro rápido. Não creio que alguma vez tenhamos previsto que fosse tão rápido, mas o Max não estava lá», afirmou Russell. «Tínhamo-lo como o nosso principal rival e, se olharmos para a sua diferença de ritmo histórica para o seu colega de equipa nos últimos sete anos, seria de esperar que ele também estivesse nessa luta. Foi uma espécie de tempestade perfeita», concluiu.

Apesar da ausência de Verstappen, é inegável que a Mercedes possui o carro mais rápido e será uma força a ter em conta. A McLaren, que também utiliza motores Mercedes, viu o seu piloto mais rápido, Oscar Piastri, ficar em quinto, a mais de 0,8 segundos de Russell. Em contraste com o otimismo da Mercedes, Lando Norris, o atual campeão mundial, não poupou críticas aos novos monolugares após qualificar-se em sexto lugar em Melbourne.

«Viemos dos melhores carros de sempre na Fórmula 1, e os mais agradáveis de conduzir, para provavelmente os piores», desabafou o britânico, que, antes do início oficial da temporada, tinha respondido às críticas de Verstappen sobre os novos regulamentos, mas parece ter agora outra ideia.

«Desacelera-se muito antes das curvas», explicou Norris. «Temos de levantar o pé em todo o lado para garantir que a bateria está no máximo. Se a bateria estiver demasiado cheia, também estamos tramados», explicou. O piloto da McLaren sentiu-se prejudicado por problemas de fiabilidade na sexta-feira, que limitaram o seu tempo em pista e a sua adaptação.

«Não tem sido um fim de semana fácil para mim. Poucas voltas, muitos problemas. O problema agora é que este carro é simplesmente estranho. É preciso entrar no ritmo de levantar o pé para ser mais rápido e usar mudanças que não se quer usar. É por isso que as voltas são mais valiosas do que nunca», lamentou.

Norris expressou também a sua frustração com a nova forma de pilotagem. «É certamente diferente, não é como no ano passado. Não é como se pudéssemos simplesmente atacar mais nesta curva, porque às vezes, se atacamos mais, perdemos bateria e ficamos mais lentos. Temos de perceber como fazer as coisas», justificou. Norris reconheceu a superioridade da Mercedes na adaptação às novas regras. «A Mercedes obviamente percebeu isso, é uma boa equipa e o motor é deles. Nós chegaremos lá, só leva tempo», acrescentou.