Tiger Woods autorizado por juiz a sair dos EUA para tratamento por questões de privacidade
Tiger Woods recebeu autorização judicial para viajar para fora dos Estados Unidos a fim de receber tratamento, na sequência do seu acidente de viação e da acusação de condução sob influência (DUI). A decisão foi tomada por um juiz da Flórida, conforme revelam documentos judiciais consultados esta quarta-feira.
O pedido para sair do país foi apresentado pelo advogado do golfista, Douglas Duncan, que invocou a necessidade de proteger a privacidade do cliente, a qual, segundo ele, tem sido «repetidamente comprometida». Duncan argumentou que «o contínuo escrutínio médico e a exposição pública criam barreiras significativas ao tratamento e resultariam em retrocessos e na incapacidade de se empenhar totalmente no tratamento».
A recomendação para o tratamento no estrangeiro partiu do médico de Woods. Segundo os documentos, o clínico justificou a necessidade com base na «apresentação clínica complexa do arguido e na necessidade urgente de um nível de cuidados que não pode ser realizado de forma segura ou eficaz nos Estados Unidos». O tratamento será realizado numa clínica que oferece um «programa intensivo, altamente individualizado e medicamente integrado».
A instalação fora do país irá «proporcionar uma monitorização contínua e a capacidade de ajustar rapidamente as intervenções de tratamento num ambiente altamente controlado», acrescentou o advogado na petição.
Recorde-se que Woods, de 50 anos, não terá restrições de viagem enquanto enfrenta as acusações de DUI e de recusa em submeter-se a um teste de urina, das quais se declarou inocente a 31 de março. O acidente ocorreu a 27 de março.
Após o incidente, o xerife John M. Budensiek afirmou em conferência de imprensa que Woods parecia «letárgico» e apresentava «sinais de incapacidade» ao falar com os agentes. Embora o teste do balão tenha dado «triplo zero», o golfista terá recusado uma análise à urina. As autoridades acreditam que ele não estava «incapacitado pelo álcool, mas possivelmente por medicação ou outra substância». Uma declaração de causa provável revelou ainda que Woods estava na posse de dois comprimidos de opiáceos no momento da sua detenção.
A 31 de março, o próprio golfista quebrou o silêncio nas redes sociais, anunciando a sua intenção de procurar ajuda profissional.
«Sei e compreendo a gravidade da situação em que me encontro hoje», escreveu Woods na sua conta na rede social X. «Vou afastar-me por um período de tempo para procurar tratamento e focar-me na minha saúde. Isto é necessário para que eu possa priorizar o meu bem-estar e trabalhar para uma recuperação duradoura. Estou empenhado em tirar o tempo necessário para regressar a um lugar mais saudável, mais forte e mais focado, tanto a nível pessoal como profissional. Agradeço a vossa compreensão e apoio, e peço privacidade para a minha família, entes queridos e para mim neste momento».