Diogo Santos aponta à 'reconquista': «Somos o Sporting e queremos ganhar tudo»
Depois da conquista da Liga dos Campeões, o Sporting vira agora atenções para os play-offs, com a ambição de recuperar os títulos nacionais perdidos nas últimas épocas. Em entrevista a A BOLA, Diogo Santos recordou os momentos baixos da temporada, mas garantiu que a fome de vencer continua intacta no balneário leonino e assumiu que a equipa quer «fechar o mais rápido possível» a caminhada rumo ao campeonato.
— Passando esta fase europeia, chegam os play-offs do campeonato. É fácil mudar o chip?
Não. Temos sempre essa conversa dentro do balneário: no momento depois de uma grande conquista, acabamos por relaxar e os resultados não costumam ser bons. Sabemos que isso não pode acontecer, porque, no ano passado, fizemos 11 jogos nos play-offs, até à final. Este ano não queremos que isso aconteça e queremos fechar o mais rápido possível as séries.
— O Sporting ficou em segundo na fase regular e falhou a conquista da Taça de Portugal e Taça da Liga. Como viveram esses momentos e como conseguiram ultrapassá-los?
Não é bom perder um troféu, mas faz parte. Todos os jogadores vão ganhar e perder. Ninguém nasceu para apenas ganhar e qualquer jogador vai sentir isso na pele durante a carreira. Já estou habituado, já tenho na minha cabeça que faz parte perder, mas nunca perdendo o foco que tenho dentro de campo e as nossas responsabilidades como equipa. Somos o Sporting e queremos ganhar todos os troféus, mas, infelizmente, isso não vai acontecer. Tentamos dar sempre o máximo e nisso nunca nos podem apontar nada. Damos tudo dentro de campo.
— No ano passado, não conseguiram conquistar o título. Isso dá-vos mais motivação para este ano?
Com certeza. Depois de perder um troféu, sabe sempre melhor recuperá-lo. A fome é sempre outra depois de perder.
— Parece que em cada época que passa se fala num fim de ciclo do Sporting. Como encaram estes comentários?
Temos de saber abstrair-nos e ignorar, porque sabemos que não é verdade. Claro que há jogadores que acabam a carreira, como é normal, mas não nos preocupamos com isso e fazemos apenas o nosso trabalho.
— Com 23 anos já conquistou tudo o que havia para conquistar, a nível de clubes. Esperava isto quando começou a jogar?
— É difícil manter a motivação em alta quando já se conquistou tudo?
Não. A minha ambição e vontade de ganhar troféus são sempre enorme. Parar é morrer. Não quero parar agora e quero continuar a ganhar troféus.
— Esteve uma época emprestado ao Calviá, da segunda divisão espanhola, em 2021/22. O que tira desse ano?
Foi o ano mais importante da minha carreira, enquanto formação. Fez-me dar um salto enorme e crescer não só como jogador, mas como pessoa. Fez-me ter uma outra mentalidade dentro de campo. Penso que foi o crescimento que tive em Espanha que me fez ficar na equipa principal e ajudou-me bastante a ser o jogador que sou hoje. Fui para longe da minha família, longe dos meus amigos, fiquei sozinho, mesmo tendo os colegas, que foram incríveis comigo. Mas é outra vida. Isso é que me fez dar o clique: 'Está na hora de acordar para a vida. Se é isto que eu quero, está na hora de lutar.'