Tiger Woods detido com opiáceos no bolso após acidente
Tiger Woods foi detido na sexta-feira, na Flórida, por conduzir sob o efeito de substâncias, tendo sido encontrados dois comprimidos opiáceos no bolso das suas calças. A lenda do golfe, de 50 anos, capotou o seu SUV numa estrada em Jupiter Island.
De acordo com o auto de detenção, a que o Daily Mail teve acesso, Woods disse aos agentes policiais que estava «a olhar para o telemóvel e a mudar a estação de rádio» antes do acidente. Durante a revista, as autoridades descobriram dois comprimidos brancos com a marcação «M367», identificados como hidrocodona, um opiáceo altamente viciante usado para tratar dores fortes.
O relatório descreve que o golfista estava a «suar profusamente», com movimentos «letárgicos e lentos», e a soluçar. Os seus olhos estavam «injetados e vidrados» e as pupilas «extremamente dilatadas». Quando questionado sobre se tomava medicação prescrita, Woods respondeu: «Tomo algumas». O vencedor de 15 majors tem uma audiência em tribunal marcada para 23 de abril.
O acidente ocorreu quando Woods tentou ultrapassar um camião com reboque em alta velocidade numa estrada residencial com um limite de 30 mph (cerca de 48 km/h). Segundo o xerife do condado de Martin, John Budensiek, o Land Rover do golfista desviou-se para evitar a colisão, mas embateu na traseira do reboque, capotando e ficando de lado. Woods conseguiu sair do veículo pelo seu próprio pé.
As autoridades referiram que Woods apresentava «sinais de incapacidade» e acreditam que ele teria tomado algum tipo de medicamento ou droga. Embora tenha concordado em fazer um teste de alcoolemia, que deu negativo, recusou-se a fornecer uma amostra de urina, o que levou à sua detenção. O xerife Budensiek afirmou que Woods se mostrou «cooperante, mas sem se tentar incriminar» e que, devido à recusa, «nunca se obterão resultados definitivos sobre a substância que o incapacitou».
O golfista enfrenta acusações de condução sob influência, danos materiais e recusa em submeter-se a um teste legal. Uma fonte próxima revelou ao Daily Mail que Woods não consome «drogas ilegais», mas que tem um longo historial de uso de analgésicos. «Conheço-o, ele simplesmente não faz isso», disse a fonte, acrescentando: «Ele toma imensos analgésicos há anos».
Recorde-se que este é o quarto acidente de viação em que Woods está envolvido e a segunda vez que é detido por conduzir sob influência de substâncias que não álcool. Em 2017, foi encontrado a dormir ao volante do seu carro com o motor a trabalhar, tendo na altura admitido uma má combinação de analgésicos e declarado-se culpado de condução imprudente.
O incidente mais grave ocorreu em fevereiro de 2021, quando o seu SUV saiu de uma estrada em Los Angeles em alta velocidade, resultando em múltiplas lesões graves na perna e no tornozelo, que, segundo o próprio, levaram os médicos a considerar a amputação.
Donald Trump, presidente dos EUA, cuja ex-nora Vanessa namora com Woods, comentou o sucedido: «Sinto-me tão mal. Ele tem algumas dificuldades. É um grande amigo meu. Uma pessoa fantástica. Um homem fantástico. Mas, com algumas dificuldades».
Fontes próximas indicam que a sua namorada, Vanessa, e a sua ex-mulher, Elin Nordegren, com quem tem dois filhos, Charlie e Sam, estão preocupadas. Uma fonte disse ao Daily Mail que Vanessa está «desapontada» e que exigiu que Woods «resolva a situação». Já outra fonte revelou à People que Nordegren quer que o golfista priorize a sua «saúde» pelo bem dos filhos.
A recente detenção de Tiger Woods e um novo acidente de viação deixaram a sua ex-mulher, Elin Nordegren, bastante preocupada com a saúde do golfista e o seu papel como pai.
Fontes próximas revelaram que, embora os filhos de ambos sejam «fantásticos» e «adorem passar tempo com o pai», Elin teme pelas decisões que Woods tem tomado.
«A Elin está preocupada por ele ter tido outro acidente de carro e ter sido detido», afirmou uma fonte. A preocupação é agravada pela memória da difícil recuperação do golfista após o grave acidente sofrido na Califórnia em 2021. «A recuperação dele do acidente na Califórnia foi brutal. Ela apenas quer que ele tome as melhores decisões para si. É uma questão de saúde e de estar presente para os filhos», acrescentou a mesma fonte.
A situação torna-se mais complexa com a revelação de que, antes da sua recente detenção, os Serviços Secretos dos EUA teriam proibido Woods de transportar os netos do presidente norte-americano.
Apesar das preocupações, o atleta norte-americano recusa-se a contratar um motorista particular. Segundo a revista PEOPLE, Woods «não quer que ninguém o vigie ou saiba o que ele anda a fazer». Uma fonte citada pela publicação norte-americana garante que o golfista está convicto de que «pensa que está bem para conduzir».
A mesma fonte descreve ainda o estilo de vida reservado de Woods, afirmando que ele «não é uma pessoa muito sociável e prefere ficar em casa com os filhos, a treinar ou a jogar videojogos», concluindo que o atleta «despreza o escrutínio público».
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