Chris Froome em 2025, o último ano em que competiu, ao servilo da Israel-Premier tech

Tetracampeão do Tour anuncia fim da carreira

O britânico Chris Froome, vencedor de quatro Voltas a França, duas Vueltas e um Giro, abandona o profissionalismo aos 40 anos. Fim de carreira marcada pelas graves consequências de uma queda em 2019, ainda no auge das capacidades

O britânico Chris Froome, vencedor por quatro vezes da Volta a França, anunciou oficialmente o fim da carreira profissional de ciclista. A decisão surge após o término do contrato com a Israel-Premier Tech no final de 2025 e de não competir desde uma grave queda sofrida num treino em agosto do ano passado.

Após meses de evasivas, o ponto final na carreira de uma das grandes figuras do ciclismo foi confirmado esta quinta-feira. Durante um evento da Skoda, marca da qual é embaixador, e na antecâmara do arranque da Volta a França em Barcelona, Froome respondeu com um simples «sim» quando questionado se a sua carreira tinha terminado, segundo o portal Sporza.

Chris Froome venceu o Tour em 2013, 2015, 2016 e 2017

«Infelizmente, houve aquela queda no verão passado», lamentou o ciclista. «Não era a forma como queria que terminasse. Mas, mesmo naquela altura, eu sabia que tinha acabado.»

Recorde-se que, em dezembro, durante a apresentação do percurso da Vuelta a Espanha no Mónaco, Froome tinha evitado falar sobre o seu futuro. «Ainda não estou pronto para falar sobre os meus planos, mas quando estiver, farei questão de que todos saibam», afirmou na altura.

O contrato de Froome com a Israel-Premier Tech expirou no final de 2025, e a última temporada foi abruptamente interrompida pelas lesões graves resultantes da queda em agosto. O anúncio do abandono, esperado no final da época, foi adiado devido às cirurgias a que o ciclista de 40 anos foi submetido.

A carreira profissional de Froome começou em 2008 na Barloworld, antes de se juntar à Team Sky em 2010. Nascido no Quénia, competiu inicialmente com licença queniana, mudando para a licença britânica no início da carreira profissional.

O grande momento de afirmação foi o surpreendente segundo lugar na Vuelta a Espanha de 2011, que mais tarde lhe valeu a vitória na geral após a desclassificação de Juan José Cobo por irregularidades no passaporte biológico.

Chris Froome conquistou a camisola vermelha da Vuelta a Espanha em 2011 e 2017

Em 2012, foi segundo no Tour, atrás do colega de equipa Bradley Wiggins, mas já demonstrava ser mais forte na alta montanha. No ano seguinte, assumiu a liderança da Team Sky e venceu a prova rainha pela primeira vez. Froome voltaria a conquistar a camisola amarela em 2015, 2016 e 2017.

Ao palmarés juntou ainda a Vuelta de 2017 e o Giro de Itália de 2018, completando assim a vitória nas três grandes Voltas, de que é um dos oito únicos corredores Jacques Anquetil (França), Felice Gimondi (Itália), Eddy Merckx (Bélgica), Bernard Hinault (França), Alberto Contador (Espanha), Vincenzo Nibali (Itália) e a partir do Giro deste ano, Jonas Vingegaard (Dinamarca).

O Giro de Itália de 2018 foi a última vitória de Chris Froome numa grande Volta

A vitória no Giro de 2018, alcançada com um ataque impressionante de longa distância no Colle delle Finestre, foi a última. Essa prova decorreu enquanto se aguardava o desfecho do caso de salbutamol positivo na Vuelta de 2017, que viria a ser arquivado na semana anterior ao Tour de 2018, onde terminou em terceiro.

A carreira de Froome mudou para sempre após uma queda violenta durante o reconhecimento de um contrarrelógio no Critério do Dauphiné de 2019. Apesar de ter regressado ao pelotão em 2020, nunca mais atingiu o nível de outrora. Deixou a Sky no final desse ano para assinar pela Israel Start-Up Nation, onde, apesar de um honroso terceiro lugar numa etapa no Alpe d'Huez no Tour de 2022, foi uma figura cada vez mais secundária.

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