José Sá, Ricardo Velho, Tomás Araújo, Samu Costa, Pedro Neto e Francisco Trincão foram formados no Palmeiras. O nosso jornal foi ao encontro do presidente do clube que funciona como um 'satélite' do SC Braga

Quase um quarto da Seleção de Portugal passou pela... vila de Palmeira

José Sá, Ricardo Velho, Tomás Araújo, Samu Costa, Pedro Neto e Francisco Trincão passaram pela escola palmeirense em Braga e representam a equipa das Quinas no Mundial. «É um orgulho», frisa o presidente Pedro Soares, em entrevista a A BOLA

Da vila de Palmeira para o maior palco do planeta: seis dos 27 convocados por Roberto Martínez para o Mundial, ou seja, quase um quarto (22,2%) dos eleitos do Selecionador Nacional, passaram pela escola de formação do Palmeiras.

É em Braga que o emblema verde e branco, cuja parceria com os arsenalistas (ver página seguinte) desempenha um papel fulcral, opera e ajuda a moldar o futuro. Que o digam José Sá, Ricardo Velho, Tomás Araújo, Samú Costa, Pedro Neto e Francisco Francisco Trincão.

A BOLA visitou as instalações palmeirenses e esteve à conversa com Pedro Soares, presidente do clube eleito no final de janeiro deste ano, que detalhou como funciona a fábrica de talentos. «Neste momento, o Palmeiras tem entre 250 a 255 atletas na formação, desde o escalão de petizes (sub-6) até aos juvenis (sub-17). Esta escola é inteiramente gerida pelo SC Braga, denominando-se ‘Guerreiros do Futuro’», explicou.

Emblema de Palmeira tem forte tradição nos escalões de formação - Foto: A BOLA

«Somos Direção há apenas três meses e pretendemos fomentar a formação. Queremos fazê-lo de forma sustentada, criando, dentro de dois anos, juniores, fazendo depois a transição para o futebol sénior», acrescentou.

Os objetivos, frisa, são bem claros. E há uma prioridade: «Numa primeira fase, amenizar uma dívida grande que o clube tem há mais de 15 anos. Foi sendo regularizada e estabilizada pela Direção que cá esteve, mas ainda se encontra em valores altos. A prioridade é resolver isso e, até lá, vamos pensar em fazer as coisas com ‘pés e cabeça’ e, depois, sim, pensar em projetos maiores.»

Orgulho nos meninos da casa

Embora os seis jogadores tenham passado pelo Palmeiras em fases distintas e por períodos mais ou menos longos — apenas José Sá, filho da terra, vestiu as cores do clube por mais de uma temporada (cumpriu sete) —, o sentimento de orgulho que reina na vila, descreve Pedro Soares, é inabalável.

«É um orgulho, porque foram meninos que cresceram aqui connosco, uns mais tempo outros menos. Fizeram o seu processo de formação no Palmeiras, em conjunto com o SC Braga, e podê-los ver crescer e chegar ao mais alto nível do futebol é fantástico. Vê-los a representar a Seleção é a cereja no topo do bolo», enalteceu.

Não faltam equipas com craques conhecidos ao longo da história dos palmeirenses - Foto: A BOLA

Qual é o segredo para o desenvolvimento de tantos craques? O dirigente máximo palmeirense não tem quaisquer dúvidas: «É a exigência que colocamos no trabalho diário, as condições que damos, muito graças ao protocolo com o SC Braga.»

«Cada um, à sua maneira, pode ser uma peça essencial naquilo que é o desejo de todos enquanto portugueses: a conquista do Mundial», rematou.

Filial número um do Palmeiras... de Abel Ferreira

Sim, o nome e o emblema não passam nada despercebidos… Há muito de Palmeiras no clube e Pedro Soares explica porquê: «Fomos criados através do Palmeiras do Brasil. Somos a sua filial número um na Europa.»

«O nome deve-se à nossa freguesia [Palmeira], mas também porque, aquando da nossa criação, pedimos uma autorização especial ao Palmeiras do Brasil. Essa autorização foi concedida e, a partir daí, foi criado o clube», explicou o dirigente.

Na visita guiada que o nosso jornal teve oportunidade de fazer, às instalações do clube, a Direção abriu-nos (literalmente) o baú e mostrou-nos os regalos que os brasileiros enviam para Portugal: «Normalmente, de dois em dois anos, costumam mandar uma lembrança para as nossas instalações.»

O Palmeiras do Brasil costuma enviar lembranças à sua filial número um na Europa - Foto: A BOLA

Curiosamente, quem jogou nas escolas do Palmeiras foi um sobrinho do Abel Ferreira, atual treinador do Palmeiras do Brasil.

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