A análise do especialista de arbitragem A BOLA a dois lances nas áreas de leões e cónegos

Terá havido penálti(s) em Alvalade? Pedro Henriques analisa

Sem cartões e com acerto nas áreas. Assim foi este jogo com caraterísticas invulgares para a Liga: apenas 18 faltas e com 68% de tempo útil

2’: Jogada dentro da área do Sporting em que não há qualquer infração que justificasse marcação de pontapé de penálti. Na ocasião, a bola é cruzada e Vonic, marcado por Eduardo Quaresma, tocou, com ligeiro desvio, no esférico, sem que o defesa-central leonino, que apenas o estava a marcar, tenha feito qualquer falta. Portanto, tudo legal.

12’ Há uma falta sobre Nestory Irankunda, em que o árbitro, bem, deu a lei da vantagem e, depois, à entrada da área dos cónegos, Maxi Araújo tenta ganhar uma falta que não existiu — Guilherme Liberato esticou a perna direita, mas não o rasteirou. Depois o uruguaio reclamou com gestos, que lhe poderiam valer um cartão amarelo. De relembrar que se fosse advertido ficava de fora do clássico, no Dragão.

Lance aos 14 minutos

14’: Não entrou. Para ser golo a bola tem de transpor totalmente a linha de baliza, entre os postes e por baixo da barra. Como se vê nas imagens a bola bateu no poste e continuou dentro das quatro linhas, após o remate de Silas Andersen. A Liga não tem tecnologia da linha de golo.

30’: Agarrou. Liberato, com a mão direita, puxa de forma clara e evidente a manga esquerda da camisola de Luís Guilherme, numa ação ofensiva bem perto do bico da área, do lado direito conforme atacava. Livre direto que ficou por assinalar, assistente deveria ter ajudado.

Análise a lance à passagem da meia-hora de jogo

46’: Sem falta. Não se vislumbra nenhuma infração de Gilberto sobre Irankunda. Com o braço direito que vai dobrado (apenas vai encostado às costas) não empurrou ou carregou, e o pé direito está em contacto lateral, junto ao pé esquerdo. Contactos inconsequentes.

48’: Encolheu. Eduardo Quaresma teve o cuidado de recolher e tirar a perna esquerda para evitar tocar, pontapear ou rasteirar a perna/pé direito de Dinis Pinto, razão pela qual não houve motivo para pontapé de penálti. Bem o árbitro na decisão que tomou de nada assinalar.

Galeria de imagens 29 Fotos

49’: Mais um jogo em que houve um fora de jogo por poucos centímetros (oito) e com impacto no lance, pois anulou o golo que tinha sido marcado por Irankunda — foi na construção da jogada, no passe de Luis Suárez para Silas Andersen. A tecnologia, uma vez mais, e o VAR no auxílio da tomada de decisão e da verdade desportiva, embora aqui a confirmar a boa decisão que o assistente já tinha tomado em campo.

90’: O árbitro deu quatro minutos de tempo extra, recuperação de tempo perdido, que foi ajustado, em função das incidências do segundo tempo: um golo e as seis paragens para substituições onde entraram nove jogadores.

Contagem dos cinco segundos

90+3’: Lei 15 (O Lançamento Lateral), página 142, ponto 2 (infrações e sanções), fala numa das alterações mais recentes e que entrou em vigor esta época: «(…) se um jogador estiver a retardar a execução de um lançamento lateral a favor da sua equipa, o árbitro apita e assinala o início de uma contagem decrescente de cinco segundos. O árbitro efetua uma contagem visual com a mão levantada e se o lançamento lateral não tiver sido executado no final desses cinco segundos, este é concedido à equipa adversária. O jogador infrator apenas é advertido se retardar excessivamente o recomeço do jogo após o lançamento lateral ter sido atribuído à equipa adversária …». Foi o que aconteceu já no último minuto do jogo, quando Maxi Araújo, na execução de um lançamento de linha lateral, excedeu os cinco segundos; o árbitro João Gonçalves tinha apitado e iniciado a contagem decrescente com a mão no ar, e, como tal, por ter excedido o tempo, a bola passou para a posse do Moreirense.

Árbitro: João Gonçalves (nota 7)

Assistentes: Pedro Ribeiro e Miguel Martins
4.º árbitro: Márcio Torres
VAR/AVAR: João Casegas/Marco Vieira

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