O remate de pé esquerdo de Luis Suárez que valeu o único golo do jogo. Foto Miguel Nunes
O remate de pé esquerdo de Luis Suárez que valeu o único golo do jogo. Foto Miguel Nunes

Em noite de homenagem a CR7, Suárez imitou Figo: as notas do Sporting

Golo soberbo do colombiano fez lembrar o de outro 7 famoso de Alvalade, há 28 anos, pelo Barcelona. Silas Andersen voltou a ser o melhor do meio-campo e Kaique foi decisivo
Melhor em campo – Luis Suárez (7)

A noite foi de dupla homenagem a Cristiano Ronaldo, antes do jogo começar e ao minuto 7, dois dias depois de o avançado formado no Sporting abandonar a Seleção. Suárez, porém, preferiu imitar Luís Figo, e que bem o fez. O golo, o único do jogo, parecia tirado a papel químico daquele que o outro 7 famoso de Alvalade fez ao Real Madrid, quando ainda representava o Barcelona, em 1998, numa vitória por 3-0: bola colada ao pé, na direita, entrada na área a vir para trás e remate fulminante de pé esquerdo ao poste mais distante. Bastava, mas contra o Moreirense Suárez fez mais. Na verdade, foi ele quem iniciou o lance do golo, com desvio de cabeça para Doumbia começar o contra-ataque. Aos 20' e aos 51' também esteve perto de marcar.

Kaique (7) – Noite de pouco trabalho, mas com intervenção absolutamente decisiva aos 35 minutos, negando o golo a Manuel Mendonça com uma defesa pouco ortodoxa, mas muito difícil.

Fresneda (6) – Foi discreto no envolvimento atacante, mas fez bem quase tudo o que fez, sobretudo no lado defensivo.

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Eduardo Quaresma (5) – Reagiu tarde aos 35', depois da perda de bola de Maxi, não chegando a tempo de evitar o remate de Manuel Mendonça que tão perto esteve de dar o primeiro golo do jogo. Aprendeu a lição e aos 84' estava lá, no sítio certo, para limpar um cruzamento venenoso.

Gonçalo Inácio (6) – Jogo sem falhas, quase sempre no caminho da bola. E com vários passes longos à procura de Silas Andersen, o melhor aos 13', com o dinamarquês a criar perigo. Aos 8' ameaçou o golo, após canto de Irankunda, mas errou o alvo por centímetros.

Maxi Araújo (6) – Muita vontade, muito dinamismo, também muita frustração, que não escondeu, na forma como Irankunda não se entendeu com ele. Mesmo assim, esteve em vários lances de perigo — remate forte para boa defesa de André Ferreira logo aos 8', cabeceamento ao segundo poste a convidar Silas Andersen a marcar aos 14', centro perfeito para Suárez aos 20'... Mas também esteve no lance mais perigoso do Moreirense, ao perder junto à linha, no seu meio-campo; pareceu sofrer falta, mas tem de garantir que, mesmo nessas circunstâncias, fica com a bola, nem que seja nas mãos.

Silas Andersen (7) – De novo o melhor do meio-campo, tal como já tinha acontecido contra o Shakhtar. Primeiro quarto de hora de grande nível, com várias desmarcações nas costas da defesa a baralharem as marcações do Moreirense e a criarem espaço onde ele não parecia existir. Serviu Doumbia aos 7', na área, mas o italiano não pegou bem na bola; segurou bola difícil aos 13' para Luís Guilherme criar perigo; e aos 14' quase marcou, com Dinis Pinto e o poste a impedirem que inaugurasse o marcador. Aos 48' entendeu-se bem com Suárez no lance que daria golo anulado a Irankunda e em que foi apanhado em fora de jogo por apenas 8 centímetros.

Altimira (5) – A marcação de Vonic impediu-o de ser o organizador da manobra atacante. Defensivamente, ajudou a subir linhas de pressão.

Doumbia (4) – A estatística dar-lhe-á a assistência para o golo de Luis Suárez, mas nem aí esteve bem — ganhou metros no contra-ataque, mas soltou com medidas erradas para o colombiano, obrigando-o a sair da área, sem aproveitar a igualdade numérica. Deu golo, mas não por mérito do italiano. Mesmo assim, foi das poucas vezes em que se viu.

Luís Guilherme (6) – Foi o principal motor do jogo ofensivo, com várias iniciativas pela direita a criarem lances de perigo. Com o jogo fechado, ganhou muitas vezes a linha, com mudanças de velocidade assinaláveis.

Irankunda (5) – A frustração com que saiu, aos 63', levou-o a descarregar no banco de suplentes, mas não foi por falta de esforço que não conseguiu chegar ao golo. Até marcou, aos 48', mas foi anulado por fora de jogo de Silas Andersen. Antes, aos 45', esteve perto, mas Dinis Pinto surgiu no caminho da bola. A qualidade na bola parada e nos centros contrastou com a falta de eficácia a finalizar ou no drible.

Zalazar (5) – Entrou para médio interior esquerdo e preocupou-se mais em equilibrar do que em desequilibrar.

Geny Catamo (5) – Esteve pouco em jogo, mas ajudou a circular e a guardar a bola.

Flávio Gonçalves (5) – Deu dinamismo à ala esquerda, mas alguns passes falhados impediram-no de brilhar.

Ioannidis (5) – Emprestou o seu físico ao ataque, ajudando a manter o Moreirense fixado atrás.

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