Instagram/Larissa Riquelme
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Larissa Riquelme chora por crise bancária no Paraguai mas nem todos se comovem

Influenciadora paraguaia fala das dificuldades que o país atravessa

A crise financeira que afeta o Paraguai deixou milhares de aforradores sem acesso ao próprio dinheiro, atingindo também figuras públicas. Entre os lesados está Larissa Riquelme, conhecida influenciadora e criadora de conteúdos, que relatou o drama pessoal e o impacto no país durante uma entrevista concedida ao canal argentino A24.

O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi destituído e detido na sexta-feira por suposto vínculo com a crise bancária que afeta o país. É suspeito de crimes de quebra de confiança, tráfico de influências e administração em proveito próprio.

Em lágrimas, Riquelme, que se tornou conhecida por apoiar a seleção no Mundial 2010, expôs angústia por ter ficado, alegadamente, sem capital guardado no Ueno Bank ao longo de vários anos, tal como cerca de 3 milhões de pessoas. «É triste porque são nove anos do meu sacrifício que estão nesse banco», confessou. «O meu maior investimento estava lá. Deixámo-nos enganar pelas promoções, pelos reembolsos e pelas possibilidades que nos davam», contou na entrevista dada dentro do carro.

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Ao descrever os momentos de incerteza, a influenciadora, que voltou ao Mundial 2026 como jornalista, recordou o início do bloqueio. «Imagina o que foi na terça-feira: acordar, a aplicação não funcionar e não veres o teu dinheiro, todo o teu investimento. Ontem estavam a devolver um pouco de dinheiro a quem tinha menos de 10 milhões [de guaranis, cerca de 1.500 euros]. Colegas meus mandavam-me mensagens a dizer que me tinham depositado 100 dólares e eu, a chorar, dizia: 'Hoje como, mas amanhã como vai ser?'. É triste ver como nos roubaram, como manipularam o nosso dinheiro», afirmou.

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Riquelme alertou para a gravidade da situação a nível nacional, alegando uma situação de fome generalizada. «Lamento muito o que está a acontecer no meu país, ver muitas famílias a bater às portas a pedir um copo de água ou um prato de comida», apontou, relatando ainda episódios dramáticos no seu círculo próximo: a mãe tinha as poupanças e a reforma retidas na instituição, vizinhos idosos precisaram de assistência urgente e «houve gente que já faleceu» em virtude da aflição.

Pouco depois, estas declarações da influenciadora geraram fortes reações nas redes sociais, com vários internautas a acusarem-na de exagero quanto ao panorama vivido na sociedade paraguaia, alegando que o problema se cinge aos clientes daquele banco e não a um cenário generalizado de fome nas ruas, como descreveu no canal argentino.

O impacto fez-se igualmente sentir na sua vida profissional. Larissa Riquelme integrava o grupo de comunicação B Media, estrutura com cerca de 300 trabalhadores onde atuava como apresentadora e comentadora na rádio 650 AM La Tribu Deport e no canal Trece. Os colaboradores terão recebido uma notificação de suspensão das atividades por um período de 90 dias. «Há muitas grávidas dentro do grupo e colegas que estão a pedir apoio com mantimentos», revelou.

Apesar da contestação de terceiros, Larissa Riquelme encerrou a sua intervenção com um apelo às autoridades: «Esperemos que se faça justiça e que todos os paraguaios possam voltar a sorrir e a desfrutar daquilo que conquistam com sacrifício.»

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