Sporting: plano de Rui Borges para a direita envolve €60M e juventude
Vários setores do plantel vão sofrer alterações, especialmente o meio-campo, mas há uma posição específica na qual Rui Borges apresentará algum conservadorismo: na ala direita do trio atrás do ponta de lança.
Os eleitos para a função são dois: Geny Catamo — a quem foi colocado o rótulo de intransferível, a menos que surja uma proposta que atinja ou fique perto dos €60 M da cláusula de rescisão — e Luís Guilherme, em quem a estrutura confia plenamente depois de ter sido contratado em janeiro deste ano ao West Ham por uns significativos €14 M. O perfil mantém-se: dois canhotos a jogar pelo corredor direito.
A ideia é promover rotatividade entre ambos durante a época, um pouco à semelhança do que aconteceu no início da campanha de 2025/2026 entre Geny e Quenda. Isto até ao momento em que o prodígio partiu o quinto metatarso do pé direito e parou durante cinco meses.
Geny Catamo, de 25 anos, teve números no ano desportivo que terminou na passada terça-feira como nunca tinha registado: 47 jogos, oito golos e quatro assistências. As exibições protagonizadas, sobretudo na Champions, fizeram com que a sua cotação disparasse. Por exemplo, no site especializado Transfermarkt, se em maio de 2025 o seu valor era de €15 M, agora a avaliação está nos €25 M.
Considerado um dos principais desequilibradores do plantel, tem a valência de tanto conseguir atacar a profundidade como de ocupar terrenos mais interiores. Isto permite libertar a ala para o lateral, por um lado, e, por outro, causar mossa nos defensores contrários dada a facilidade que tem de remate, sobretudo com o pé dominante.
O moçambicano é conhecido como alguém tímido e de poucas falas no balneário, mas as três épocas completas que já leva de leão ao peito fazem com que já tenha granjeado algum estatuto — fator sempre a ter em conta num grupo em remodelação.
Quanto a Luís Guilherme, 20 anos, quando estava a afirmar-se sofreu uma lesão que o afastou sete jogos. O brasileiro regressou na reta final, mas os processos táticos ainda não estavam consolidados, algo a ultrapassar agora. Mais vertical do que o concorrente, terá agora de potenciar os movimentos interiores para fazer mais parte do processo associativo do ataque, feito de muitos passes e de roturas curtas. Já no flanco contrário, o caso muda de figura e não deverá ser contratado apenas um, mas sim dois jogadores…
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