Matheus Reis era um dos resistentes dos três campeonatos conquistados pelo Sporting
Matheus Reis era um dos resistentes dos três campeonatos conquistados pelo Sporting

Sporting não perdeu apenas Matheus Reis. Perdeu muito mais...

Líder de balneário, voz ativa nos momentos decisivos e símbolo da cultura vencedora, o defesa brasileiro deixa Alvalade como um dos rostos dos três campeonatos recentes do Sporting. Restam apenas cinco jogadores que estiveram neste período vencedor em Alvalade: Gonçalo Inácio, Eduardo Quaresma, Daniel Bragança, Nuno Santos e Pedro Gonçalves

O trajeto de Matheus Reis cruza-se com um dos períodos mais felizes da história recente do Sporting. Chegado a Alvalade em janeiro de 2020/2021, sem o mediatismo reservado a outras figuras, o brasileiro construiu o seu espaço a pulso, primeiro como solução fiável, depois como titular indiscutível e, por fim, como um dos esteios emocionais de um grupo que aprendeu a ganhar.

Dentro de campo, a polivalência sempre foi cartão de visita: capaz de atuar como central pela esquerda ou lateral, agressivo no duelo, disciplinado taticamente e comprometido com a ideia coletiva. Fora dele, porém, foi onde o seu peso mais se fez sentir. Agregador, interventivo, muitas vezes a servir de elo de ligação entre culturas diferentes no balneário leonino e muitos jovens que se foram impondo.

Matheus Reis deixou os leões com seis títulos conquistados - Sporting CP

Os números falam por si: 5 anos em Alvalade, 222 jogos, 145 como titular, 3 golos, 11 assistências e 6 títulos. E é este último registo que ficará perpetuado na sua história. Três campeonatos nacionais. Nos quais a sua influência ultrapassou os minutos jogados. Nem sempre com a braçadeira no braço, mas com liderança reconhecida. Foi determinante em momentos de dúvida, grito de incentivo para os mais novos, exemplo diário, confirmados pelos treinadores com quem se cruzou.

Hoje, na equipa liderada por Rui Borges, esse espírito continua vivo num grupo de sobreviventes das grandes batalhas. Com a saída de Matheus Reis, sobram apenas cinco jogadores que fizeram parte desses três títulos nacionais da história recente leonina. Confira aqui os nomes...

Gonçalo Inácio foi quem tem teve maior número de jogos neste período vitorioso - Foto: IMAGO
GONÇALO INÁCIO
Tem apenas 24 anos mas parece que joga nos leões há mais de uma década. Contas feitas soma, por esta altura, 243 jogos pelos leões. Lançado por Ruben Amorim, um dos produtos ‘made in Alcochete’, o defesa-central, um dos capitães de equipa, está diretamente ligado a todas estas conquistas. Com rendimento desportivo. 21 golos, 14 assistências, peça base de uma estrutura que se consolidou ao longo destes anos.
Pedro Gonçalves soma 222 jogos, os mesmos com que Matheus Reis deixou os leões - Foto: IMAGO
PEDRO GONÇALVES
Dispensa apresentações, pois é uma referência do atual plantel. Soma, curiosamente, os mesmos jogos com quem Matheus Reis se despediu: 222. Com impressionante 93 golos. Um médio que se transformou goleador em Alvalade que teve afirmação plena desde o primeiro dia. Um dos verdadeiramente ‘indiscutíveis’ nos três títulos nacionais conquistados ao serviço dos leões.
Nuno Santos também teve papel ativo com 197 jogos, 34 golos e 42 assistências
NUNO SANTOS
A memória recente confunde-se com a gravíssima lesão que o afastou durante mais de um ano. Bem diferente daquelas que foram as primeiras épocas de leão ao peito onde teve sempre papel ativo. 31 anos, 197 jogos no Sporting, 34 golos e impressionantes... 42 assistências. Símbolo de resistência no grupo também presente desde o inicio deste período vitorioso do leão.
Daniel Bragança também faz parte deste lote de tricampeões - Foto: IMAGO
DANIEL BRAGANÇA
Outro produto ‘made in Alcochete’. Sacrificado com lesões que o afastou durante longos períodos soma, ainda assim, 142 partidas de leão ao peito. Sempre com um talento bem vincado desde tenra idade, Bragança fez parte deste ciclo, com 12 golos e 15 assistências, estando também no incluído no lote de capitães.
Eduardo Quaresma foi recuperado por Amorim após empréstimos sem sucesso - Foto: IMAGO
EDUARDO QUARESMA
É o que soma menos jogos, 91 no total, mas um dos mais acarinhados nas bancadas. Recuperado por Ruben Amorim, após empréstimos mal sucedidos a Tondela e aos alemães do Hoffenheim, Quaresma conquistou o seu espaço, marcou uma posição e acabou também ele por participar neste ciclo de três campeonatos. E tem apenas... 23 anos.