O novo Aston Martin durante os testes no Bahrein - Foto: IMAGO

Motor do novo Aston Martin colapsa bem abaixo da capacidade dos carros rivais

Início de ano muito complicado para a equipa britânica

A menos de um mês do arranque do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, a Aston Martin enfrenta sinais preocupantes vindos dos bastidores técnicos. Informações reveladas nos últimos dias apontam para limitações significativas na unidade motriz Honda que equipa o monolugar da equipa britânica, num cenário descrito internamente como «um início de ano muito complicado».

Segundo os dados divulgados, a unidade de potência japonesa não pode ultrapassar as 11.000 rotações por minuto sem risco de quebra mecânica. A título comparativo, algumas equipas concorrentes estarão a operar perto das 12.100 rpm, uma diferença substancial num desporto onde cada detalhe conta.

O impacto dessa limitação reflete-se diretamente na velocidade de ponta. Em simulações recentes, Fernando Alonso terá registado 318 km/h em reta, enquanto Charles Leclerc, num Ferrari, atingiu 331 km/h — um défice de 13 km/h que pode ser determinante em circuitos mais rápidos.

Além da limitação nas rotações, há ainda outro dado inquietante: a unidade Honda foi a primeira a perder potência elétrica nas retas, o que compromete a entrega híbrida e reduz ainda mais a competitividade face à concorrência direta. Numa era em que a eficiência energética e a gestão da parte elétrica são decisivas, este fator pode transformar-se numa fragilidade estrutural.

A poucos dias do arranque oficial da temporada, a Aston Martin vê-se, assim, perante a necessidade urgente de encontrar soluções técnicas que permitam recuperar fiabilidade e desempenho. Caso contrário, o objetivo de lutar de forma consistente pelos lugares cimeiros poderá ficar comprometido logo nas primeiras corridas.