Rui Borges, trenador de 44 anos do Sporting - Foto: MIGUEL NUNES
Rui Borges, trenador de 44 anos do Sporting - Foto: MIGUEL NUNES

Sporting mais alto, mais caro... mais forte?

Este novo Sporting está mais alto, mais caro e mais… forte. Pelo menos fisicamente, cabe a Rui Borges fazê-lo mais forte no campeonato. Este é o 'Nunca mais é sábado', espaço de opinião de Nuno Raposo

Falta uma semana para arrancar a nova temporada do Sporting e no dia da apresentação, a próxima quarta-feira dia 1 de julho e de aniversário (120.º), ainda sem os internacionais que estão no Mundial ou estiveram nos particulares de junho das seleções, serão cinco os reforços que darão cara de novidade ao leão versão 2026/2027. Mão cheia de aquisições no primeiro dia é algo pouco habitual em Alvalade e sem precedentes este verão entre rivais, basta ver que o Benfica abre hoje portas sem qualquer reforço para Marco Silva.

Mas é também, independentemente do que o futuro revelar sobre cada um desses jogadores, a mostra de que há um plano em Alvalade, que é explicado e compreensível para quem observa a construção do novo plantel. Há lógica, diria que mais até do que uma lógica apenas.

A remodelação do plantel, sobretudo do meio-campo, no que se considera o final de um ciclo, há muito que foi percebida e compreendida. Daí a contratação em tempo prematuro do mercado de quatro jogadores para o setor, Issa Doumbia, Silas Andersen, Pedro Lima e agora Sergi Altimira, quando se percebem as saídas de Morita, Hjulmand, Bragança e Kochorashvili. A tempo e horas o assunto resolvido, dentro duma lógica de fácil entendimento.

Mas o padrão não é só no tempo que parece… lógico. Há um padrão também no tipo de jogador, mais alto, mais forte e também mais caro. Altimira tem 1,88 metros; Silas Andersen 1,90; Issa Doumbia 1,87; o mais pequenino é Pedro Lima com 1,84 metros. Passa a ser João Simões (1,78m) o médio mais baixo do plantel para uma média de 1,85 metros. Ganha este meio-campo seis centímetros ao da temporada passada, que tinha média de altura de 1,79m, sendo o mais alto, Morten Hjulmand, com 1,85 metros.

Das quatro aquisições para o meio-campo, também Pedro Lima, a contratação interna, é a mais barata, 4 milhões de euros. Silas Andersen custa no imediato 7,25 milhões. Issa Doumbia e Sergi Altimira são de patamar mais elevado, o italiano na casa dos 20 milhões e o espanhol pode lá chegar, custa para já 18 milhões. E por estes números os verdes e brancos não têm falhado nos últimos mercados, exemplos de jogadores acima dos 13/14 milhões são Maxi Araújo, Paulinho, Debast, Hjulmand, Gyokeres, Luis Suárez… Falta Ioannidis provar que depois de época de lesões tem categoria para estes valores.

Este novo Sporting, que também contratou Zalazar para o ataque e por 30 milhões de euros, está mais alto, mais caro e mais… forte. Pelo menos fisicamente, cabe a Rui Borges fazê-lo mais forte no campeonato…

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