Sporting inicia reta final contra adversário de polémicas e emoção até ao fim
A jogar ainda em três frentes, campeonato, Taça de Portugal e Liga dos Campeões, o Sporting entra para os dois meses finais de 2025/26 na sexta-feira, frente ao Santa Clara. O conjunto açoriano, adversário na 28.ª jornada da Liga Portugal, foi causador de algumas das maiores dores de cabeça leoninas das últimas duas temporadas.
O saldo é esmagadoramente positivo para os verdes e brancos, que venceram quatro dos cinco jogos que disputaram frente ao Santa Clara em 2024/25 e 2025/26. Os resultados espelham também a indecisão que se fez sentir sempre até ao fim: nenhum destes encontros terminou com mais de um golo de diferença entre as equipas. O primeiro destes duelos marcou a estreia de João Pereira no campeonato ao comando do Sporting, após a saída de Ruben Amorim, e terminou com derrota por 0-1 em Alvalade, o primeiro desaire dos leões na competição, após 11 vitórias noutros tantos jogos.
João Pereira voltou a liderar os campeões nacionais a 18 de dezembro, exatamente 18 dias depois, desta vez para nos oitavos de final da Taça de Portugal. O golo de Harder aos 74’ foi anulado pelo remate certeiro de Pedro Ferreira, que, no último lance do encontro, obrigou a prolongamento. Aos 113’, Gyokeres aproveitou erro de Frederico Venâncio e fez o 2-1, que garantiu a vitória e permitiu ao Sporting avançar na prova-raínha, que viria a conquistar no final da temporada.
Quatro meses depois, a 12 de abril, uma vitória por 1-0 com golo de Geny Catamo provou ser vital para a equipa, na altura já liderada por Rui Borges, chegar ao tão desejado bicampeonato. O duelo não terminou sem polémica: Harder foi expulso por «gritar Yeah», no final do encontro, o que, de acordo com o árbitro Cláudio Pereira, «iniciou um conflito». O castigo foi anulado pelo Supremo Tribunal Administrativo, mas já depois de ter sido cumprido pelo avançado norueguês.
Polémicas com o VAR em São Miguel
Este será o terceiro jogo entre Sporting e Santa Clara em 2025/26 e os últimos dois, disputados no Estádio de São Miguel, ficaram marcados pela polémica. A 18 de novembro, o Sporting venceu na jornada 11 do campeonato por 2-1, com golo no último lance do jogo, graças a cabeceamento de Hjulmand, após canto que não devia ter sido assinalado, uma vez que Geovany Quenda havia sido o último a tocar na bola antes desta passar a linha final.
O VAR, que não está autorizado a intervir em pontapés de canto (ao contrário do que acontecerá, por exemplo, no Mundial 2026), esteve no centro das atenções. E voltou a estar em dezembro, no jogo da Taça de Portugal que ditou a eliminação da turma da casa: João Simões abriu a contagem para o Sporting aos 12’, Lucas Soares, aos 28’, e Gabriel Silva, aos 86’, fizeram os golos da reviravolta anfitriã. Ao 16.º minuto de compensação, Luis Suárez apontou, de penálti, o 2-2, que obrigou a tempo extra, depois de… 12 minutos de análise por parte do videoárbitro, que culminou com João Pinheiro, juiz da partida, a assinalar grande penalidade sobre Hjulmand. Aos 98’, Ioannidis fez o 3-2 final, que permitiu ao detentor do troféu continuar na competição, na qual leva vantagem nas meias-finais, depois de vencer o FC Porto por 1-0 na primeira mão.
Sem o goleador Suárez, castigado, os vice-líderes da liga enfrentam o melhor Santa Clara da época, que somou três vitórias e dois empates nos últimos cinco jogos do campeonato. Não se avizinham facilidades para a turma de Alvalade, que tem pela frente um jogo essencial para se manter viva na luta pelo tricampeonato.