Jonas Vingegaard celebra a vitória beijando a imagem da família no guiador da bicicleta

Afonso Eulálio resiste de rosa no temível Blockhaus

O corredor português conseguiu defender a liderança do Giro na primeira chegada em alta montanha, na 7.º etapa, conquistada por Jonas Vingegaard, que é o segundo classificado da geral, ainda a 3.17 minutos de Eulálio

Afonso Eulálio resistiu ao temível Blockhaus e ao previsto ataque de Jonas Vingegaard à liderança da Volta a Itália e manteve a camisola rosa, agora com 3.17 minutos de vantagem sobre o dinamarquês, vencedor da etapa, e novo segundo classificado da prova. 

Os grandes nomes do pelotão mundial, como Egan Bernal ou Enric Mas, foram caindo, um a um, nas íngremes rampas da montanha do Abruzzo, vergados ao ritmo da equipa Visma, por Sepp Kuss, tenente de Vingegaard, preparando o golpe do líder, reduzindo o grupo de candidatos à geral uma dezena de corredores. Todavia, o português da equipa Bahrain Victorious continuou firme a defender a maglia rosa - até ao ataque esperado do dinamarquês, a 5,5 quilómetros da meta, coincidente com o cume da subida de 1.ª categoria.

Quando Vingegaard acelerou apenas o italiano Giulio Pellizzari, da Red Bull, conseguiu agarrar-lhe a roda, mas apenas por um quilómetro (a 4,4 km do alto), cedendo ao ritmo imposto pelo nórdico, que rapidamente começou a ganhar vantagem, a caminho da vitória na etapa. Em quebra, pagando o esforço despendido para responder a Vingegaard, Pellizzari foi alcançado e ultrapassado pelo austríaco Felix Gaal (Decathlon). O jovem italiano foi ainda apanhado por um trio, com o colega australiano, Jay Hindley, o compatriota Giulio Ciccone (Lidl-Trek) e um segundo aussie, Ben O’Connor (Jayco-AlUla).

Mais atrás, Afonso Eulálio passou a beneficiar do apoio do companheiro de equipa Damiano Caruso, que o ajudou a minimizar a perda para os adversários, e em especial para Jonas Vingegaard, fundamental para que continuasse a envergar a camisola rosa após a exigente etapa.

Na frente da corrida, Vingegaard venceu a etapa isolado, mas não conseguiu mais do que magros 13 segundos de vantagem sobre um surpreendente Felix Gaal, enquanto Hindley bateu O’Connor e Pellizzari pelo terceiro lugar, a 1.02 minutos do vencedor.

Afonso Eulálio terminou na 15. Posição, 2.55 minutos depois de Vingegaard, mas que é menos de metade do tempo de avanço sobre Vingegaard com que partira para a jornada (6.22 m) e mantém 3.17 minutos na liderança do Giro sobre o dinamarquês, que ascendeu à segunda posição da geral. Gaal é o terceiro a 3.34 m do português.          

A iniciar sessão com Google...