Sporting: Capitão América numa encruzilhada
A vida profissional de Giorgi Kochorashvili, de 27 anos, está numa encruzilhada. O internacional georgiano apresenta-se este sábado em Lagos para integrar o estágio de pré-época do Sporting, ciente de que não entra nas contas do treinador Rui Borges. Contudo, não tem ainda propostas para sair de Alvalade a título definitivo — o cenário idealizado pela SAD. Segundo A BOLA apurou, o objetivo dos responsáveis do clube passa, no mínimo, por recuperar o investimento de 5,5 milhões de euros feito no passe do jogador no verão passado, junto do Levante.
O futebolista pretende regressar a Espanha, onde construiu grande parte da sua carreira. Este desejo é também motivado pelo plano pessoal: Kochorashvili conhece a fundo o país onde chegou com apenas 18 anos (para representar os sub-19 do Girona) e, simultaneamente, quer manter-se perto de Portugal, uma vez que a sua companheira, Sandra Mendonça, é portuguesa.Celta de Vigo, Getafe ou Levante foram emblemas a que foi sendo sucessivamente associado, mas nenhum deles formalizou qualquer oferta. Nesta altura, o dinheiro escasseia nos clubes vizinhos e o mercado tem-se movimentado a um ritmo muito lento.
Em Alvalade, o setor intermediário vive um cenário de sobrelotação. Foram contratados quatro jogadores para essa zona do terreno — Silas Andersen, Issa Doumbia, Sergi Altimira e Pedro Lima —, a que se soma João Simões (atualmente lesionado, mas visto como uma aposta de futuro). Já Daniel Bragança está na porta de saída, embora a transferência ainda não se tenha concretizado.
O quadro atual não é o mais animador para Kochorashvili, mas o horizonte também não é totalmente sombrio. Em todo o caso, o mercado só encerra no início de setembro. Caso não surja nenhuma proposta de compra, os leões deverão mostrar abertura para uma cedência por empréstimo, com opção de compra a exercer em 2027.
Com contrato válido até 2030, o georgiano tem, contas feitas, a estabilidade financeira assegurada. No entanto, vão longe os tempos de Capitão América, o cognome pelo qual ficou conhecido em Espanha devido à forma como celebrava os golos. De camisola verde e branca, na época 2025/26, Kochorashvili somou 26 jogos e apenas 972 minutos de utilização, sem conseguir faturar uma única vez. O melhor que produziu no último terço do terreno foram duas assistências: uma diante do Kairat Almaty para a Champions e outra frente ao Aves SAD para a Liga.