Jorge Jesus passa a sentar-se na cadeira que foi de Roberto Martínez
Jorge Jesus passa a sentar-se na cadeira que foi de Roberto Martínez

«Temos sempre Paris», disse Humphrey Bogart (Rick) a Ingrid Bergman (Ilsa) na obra prima ‘Casablanca’, estreada em 1942. Nós também «temos sempre Paris», na sequência da obra prima, realizada por Fernando Santos, que nos levou ao título europeu: teve em Éder o herói improvável, e em Cristiano Ronaldo a estrela cintilante.Foi há dez anos, e a FPF resolveu assinalar a data com a apresentação do novo selecionador nacional para o período 2026/30, Jorge Jesus, que já foi muito feliz quando sucedeu a um treinador espanhol, Quique Flores, por altura da sua primeira passagem pelo Benfica,circunstância análoga à que vivemos hoje, quando o ex-treinador do Al Nassr passa a sentar-se na cadeira até agora ocupada por Roberto Martínez. 

Tal como sucedeu a todos os que o antecederam à frente da Seleção Nacional, e sucederá a todos os que lhe sucederem, JJ vai responder por resultados, num contexto de fasquia bem alta, como se viu pelas exigências tornadas públicas na América do Norte. Antes do Mundial de 2030, para o qual estamos apurados como anfitriões, Jesus estará, como campeão em título, na Liga das Nações 2026/27, que começa já em setembro; segue-se o Europeu de 2028, e a Liga das Nações de 2028/29, que adotará um formato diferente do atual.

Do que acontecer nestas três competições dependerá o estado de espírito com que iremos encarar o ‘nosso’ Mundial, sendo que desde 1998 (França) nenhum anfitrião levanta a Taça (e Brasil e Alemanha já jogaram ‘em casa’).

Mas hoje não é dia para grandes análises, haverá tempo para isso, depois das primeiras palavras de Jorge Jesus, e, sobretudo, após a primeira convocatória para o Portugal-País de Gales que se disputará em Alvalade a 24 de setembro.

PS - Apesar da resistência de Marrocos, de algumas grandes defesas de Bono, e até de tentativas tímidas de surpreender os gauleses, os vice-campeões mundiais mostraram-se demasiado fortes para os norte-africanos, plenos de argumentos e confiança, tudo isto potenciado pelos extraordinários Mbapée, Oliseh e Dembelé. A França está a apresentar credenciais, e daqui a nove podemos estar perante a reedição da final do Catar, embora a Argentina, onde Messi tem justificado a proteção que lhe é dada, tenha tido alguns ‘soluços’ inesperados ao longo da competição… 

 * Eusébio da Silva Ferreira jogou no México (CF Monterrey), Estados Unidos (Boston Minuteman, Las Vegas Quicksilver e New Jersey Americans) e Canadá (Toronto Metros-Croatia). O Mundial de 2026 joga-se onde o ‘King’ espalhou o que lhe restava de magia…

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