Jonas Vingegaard quando cortava a meta em Gavarnie, no final da sexta etapa do Tour

Previsão de antigo vencedor: «Vingegaard não acaba este Tour»

Britânico Bradley Wiggins, vencedor da Volta a França em 2012, viu o dinamarquês «destroçado» após a vitória de Pogacar nos Pirenéus e tem o «forte pressentimento» que o líder da Visma «não chegará ao fim da corrida»

O britânico Bradley Wiggins, vencedor da Volta a França em 2012, prevê que Jonas Vingegaard não terminará a presente edição da prova após ter sofrido um duro revés na sexta etapa com final em Gavarnie, nos Pirenéus. O dinamarquês perdeu 2 minutos e 40 segundos para o rival, Tadej Pogacar, na primeira etapa de montanha.

Em declarações ao podcast «The Move», Bradley Wiggins partilhou a opinião sobre o estado anímico de Vingegaard após o atraso averbado na etapa do Tourmalet. «Tenho um forte pressentimento de que ele não irá até ao fim da corrida, ao vê-lo visto na etapa de quinta-feira. Não estou a dizer que vai mesmo acontecer, mas vi um homem destroçado», afirmou Wiggins.

O antigo ciclista questionou a capacidade de recuperação do dinamarquês para as próximas duas semanas. «Não sabemos como é que o Jonas vai sair desta e aguentar. Nos últimos dois anos, ele manteve-se positivo apesar dos segundos lugares. Queria continuar a lutar até Paris, mas e agora? Por mais quantos anos vai querer continuar a tentar e a terminar em segundo? Não há muito que ele possa fazer», acrescentou.

Apesar do resultado desfavorável, Jonas Vingegaard mostrou-se otimista após a etapa, mantendo a postura dos anos anteriores. «Estou obviamente desapontado, tenho de estar, mas isso por vezes faz parte da vida e já não posso mudar nada. Apesar de tudo, continuo a acreditar em mim. As minhas pernas vão melhorar ao longo da corrida», garantiu o ciclista da Visma-Lease a Bike.

Recorde-se que, antes do início da Volta a França, o corredor que veio de uma vitória esmagadora no Giro, tinha afirmado estar «mais forte do que no ano passado», justificando com uma mudança na sua preparação que incluiu a participação na corsa rosa. No entanto, o desempenho na primeira chegada em altitude levanta sérias dúvidas sobre a capacidade de desafiar o domínio do esloveno Tadej Pogacar.

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