Vincenzo Montella, selecionador da Turquia
Vincenzo Montella, selecionador da Turquia

Selecionador da Turquia dá murro na mesa: «Não me vou demitir!»

Vincenzo Montella reforça que conta com apoio da federação e dos jogadores. Turquia já foi eliminada do Mundial 2026 e é apontada como uma das maiores desilusões da prova

A Turquia defronta os Estados Unidos na última jornada da fase de grupos do Mundial 2026, não tendo qualquer possibilidade de seguir em frente. Os turcos, de Deniz Gul, Akturkoglu e Kokçu, já são apontados como uma das maiores desilusões da prova, mas o selecionador Vincenzo Montella assegurou que não se irá demitir do cargo.

Na véspera do último jogo contra os Estados Unidos, o técnico italiano foi taxativo: «Sou um profissional, em todos estes anos dediquei-me de corpo e alma a este trabalho. Se me perguntam se me vou demitir, a resposta é não. Não me vou demitir.»

Montella reforçou a sua intenção de continuar no comando da equipa, sublinhando que conta com o apoio da federação e dos jogadores. «O apoio do presidente e dos jogadores é suficiente para mim. Ainda tenho energia e entusiasmo. Sinto-me mais forte depois destas experiências. Quem quer a minha demissão tem de aceitar que isso não vai acontecer. Continuarei enquanto o presidente e os jogadores não disserem o contrário», afirmou.

O selecionador fez ainda um balanço positivo do trabalho desenvolvido, recordando os sucessos alcançados. «Não foi fácil no início. O primeiro objetivo era ir ao Europeu e conseguimos, apoiámos os jovens e os jogadores começaram a mostrar o seu valor. Conseguimos também subir à Liga A da Liga das Nações. Queríamos qualificar-nos para o Mundial e também o conseguimos», enumerou, acrescentando que «o próximo passo será manter este nível, o que não será fácil».

Em defesa do seu plantel, Montella foi claro: «Os jogadores que aqui estão são o futuro e não aceito ataques pessoais. Somos como uma família, sou como um irmão mais velho para eles. Alguns jogadores sofreram muito após as derrotas». O técnico recorreu às estatísticas para validar o desempenho da equipa, apesar da falta de golos. «Fizemos 62 remates, 590 ações dentro da área, somos os segundos do torneio em posse de bola média e em passes verticais, depois da Espanha. Somos os terceiros em oportunidades e cantos. No futebol é preciso marcar: estivemos perto, mas não conseguimos. Se tivéssemos marcado, hoje estaríamos a falar de outra coisa», lamentou. Ainda assim, o treinador recusa desistir. «Não se pode deitar fora todo o trabalho feito. Eu não desisto e tenho sorte porque o presidente apoia o projeto para fazer crescer os jogadores.»

Na mesma conferência de imprensa, o jogador Yildiz também expressou o sentimento do grupo. «Estamos desapontados, mas queremos fechar o torneio de cabeça erguida. As estatísticas não ganham jogos, os golos sim. Esperamos marcar contra os Estados Unidos. Daremos o nosso máximo para honrar a camisola», prometeu.

Entretanto, foi conhecido que o recurso apresentado pela Federação turca para a repetição do jogo com o Paraguai foi rejeitado. Em causa estava um lance aos 45 minutos, no qual se contestava a não exibição de um segundo cartão amarelo a Matias Galarza, que, já amarelado, apanhou o relógio do árbitro do chão e o colocou no pulso. A FIFA considerou que o episódio não foi suficiente para comprometer a gestão da partida.

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