Rui Rodrigues tomou posse como líder do V. Guimarães: «Não basta sonhar»
Vencedor das eleições no Vitória de Guimarães por dois votos, Rui Rodrigues e a equipa que o acompanhou no ato eleitoral de 13 de junho tomaram posse, no início desta noite, numa cerimónia no Centro Cultural Vila Flor. Os órgãos sociais do Vitória para o triénio 2026-2029 foram empossados na presença do presidente da Liga, Reinaldo Teixeira, de Helena Pires, CEO da Federação Portuguesa de Futebol, do líder da AF Braga, Pedro Sousa, e do vereador da autarquia de Guimarães, Alberto Martins.
Foi também o último ato público de António Miguel Cardoso, que se demitiu da direção a 13 de abril, na sequência do falhanço do objetivo de terminar a época nos cinco primeiros lugares da Liga. O antigo presidente passou o testemunho, na companhia de dois dos seus vice-presidentes, Nuno Leite e José Eduardo Viamonte.
O candidato da Lista B às eleições, Júlio Vieira de Castro, marcou presença na cerimónia, acompanhado por Francisco Guise, candidato a presidente da Mesa da Assembleia Geral. Também Fernando Alves Pinto, candidato a presidente da Mesa da Assembleia Geral pela Lista C, e Marco Bravo, candidato a vice-presidente da mesma lista, estiveram no Centro Cultural Vila Flor.
«A partir de hoje, não há para mim qualquer divisão. Avançaremos lado a lado, como um só, com um espírito de unidade. Tomar posse como presidente do Vitória é a concretização de um sonho, mas um sonho por si só não basta. Se fosse apenas um sonho, não tinha liderado esta candidatura e não estaria aqui. A grandeza do Vitória merece mais do que boas intenções. Merece competência, rigor, disciplina e um projeto estratégico que tenha como objetivo conquistar o futuro. Não me candidatei por causa de um sonho. Candidatei-me porque acredito muito em tudo o que o Vitória pode ser. Assumimos este compromisso tendo por base cinco pilares estratégicos que vão permitir que o Vitória cumpra o seu potencial. O sucesso desportivo será o eixo central da nossa ação e a principal prioridade, e o futebol profissional será o motor competitivo da instituição, impulsionando a sua afirmação desportiva e reforçando a sua capacidade de crescimento», declarou o novo presidente do Vitória, prometendo investir na «formação», no «futebol feminino» e na «transformação digital do clube», mantendo o maior «rigor financeiro».
Presidente da MAG dececionado
O presidente cessante da Mesa da Assembleia Geral, João Henrique Faria, lamentou a polémica provocada pelo pedido de recontagem feito pela Lista C, uma sombra no final do seu mandato: «A parte final do meu mandato não foi aquela que desejava. Nunca esperaria que a minha integridade e honestidade, bem como a da equipa que tive a honra de encabeçar na Mesa da Assembleia Geral, fossem maltratadas na praça pública, de forma leviana e gratuita, como foram por uma das listas candidatas, apenas porque se entendeu não aceitar a decisão dos sócios. Vitorianos, quando termino as minhas funções, quero deixar-vos uma certeza. Ao longo de todo o processo eleitoral, a Mesa da Assembleia Geral foi rigorosa no cumprimento da lei e dos Estatutos. Foi imparcial e justa.»