Rotura no joelho e sonho com Messi: a história da vitória mais apertada no Dakar
Luciano Benavides foi este sábado protagonista do final mais renhida na história do Rali Dakar, garantindo a vitória por apenas dois segundos. Um erro de navegação de Ricky Brabec, que era líder, a apenas sete quilómetros do fim, fê-lo perder a vantagem que tinha.
Deve ser coisa de família, pois Luciano supera o recorde que pertencia ao irmão, Kevin Benavides, que em 2023 venceu por 43 segundos.
«Sinto um alívio incrível no corpo, custa-me a entender o que aconteceu, é algo mágico, um presente que o destino me deu por nunca deixar de acreditar. Sabia que era possível, sentia que era possível...», disse quase em lágrimas.
🏆 GANE 🏆
— Luciano Benavides (@LBenavides77) January 17, 2026
No tengo palabras para describir lo que siento!! pic.twitter.com/x7I3MegWVs
Um sonho com Messi
Luciano confessou que teve um sonho especial com o grande ídolo do desporto argentino. «Há uns dias sonhei que o Messi me entregava a taça. Pensei, ‘tem de ser um sinal’... senti várias vezes que tudo estava alinhado para que acontecesse, e mesmo ontem não parei de acreditar», afiançou.
A história de superação é ainda maior se nos lembrarmos que a dois meses do início da corrida sofreu uma luxação num ombro e rompeu os ligamentos cruzados do joelho esquerdo e, mesmo antes da prova, fez uma rotura no menisco. Não quis ser operado. «Valeu a pena cada segundo. É o sonho da minha vida e terminá-lo assim, depois de tudo o que passei com a lesão, acreditando até ao último quilómetro e acontecer isto... Espero que não seja apenas um sonho, porque é difícil de entender. Dois segundos... parece uma piada. Matematicamente, era quase impossível conseguir. Gostava que fosse mais fácil, mas parece que nós, argentinos, estamos feitos para sofrer», afirmou.
O erro de Brabec
O piloto explicou o momento em que se viu como vencedor depois do erro de Brabec: «Foi junto ao Mar Vermelho, o Ricky enganou-se e eu vi-o a voltar em contramão. Quando me viu, teve de dar a volta a um lago que não se podia atravessar. Não sabia se ia conseguir ou não, porque precisava de ganhar distância. Não acreditei que fosse ele, pensei que seria um espectador, mas quando me aproximei vi que era ele e pensei... isto é um presente de Deus. É o dia mais feliz da minha vida, não sei se pode haver uma maneira melhor de terminar o Dakar.»