Trump 'arrasa' Espanha: «É um parceiro terrível, vamos cortar todo o comércio com eles»
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou cortar todas as relações comerciais com Espanha, classificando o país como um aliado «terrível». A fúria do líder republicano foi espoletada pela recusa espanhola em permitir o uso das suas bases militares para a ofensiva contra o Irão.
«Vamos cortar todo o comércio com Espanha», declarou Trump durante uma reunião na Sala Oval com o chanceler alemão, Friedrich Merz.
A tensão entre a administração Trump e o governo socialista espanhol não é nova, mas a recente proibição do uso das bases de Rota e Morón para operações no Irão parece ter sido a gota de água. Ao longo do seu mandato, o presidente norte-americano já tinha demonstrado ressentimento por divergências sobre o investimento na defesa da NATO e a guerra em Gaza.
Numa resposta a jornalistas sobre os aliados europeus, Trump não poupou nas críticas. «Alguns países europeus, como Espanha, têm sido terríveis», afirmou, visivelmente irritado. O presidente dos EUA comparou a atitude espanhola à do Reino Unido, que também negou o uso da base conjunta na ilha de Diego Garcia.
Trump detalhou as suas queixas, focando-se no investimento militar. «Tudo começou quando todos os países europeus, a meu pedido, fizeram o que deviam, que era uma contribuição de 5% [do PIB para a NATO]. E toda a gente ficou entusiasmada com isso, a Alemanha, todos, e a Espanha não o fez», explicou o presidente.
Segundo Trump, Espanha foi «o único país da NATO que não aceitou subir para os 5%». Acrescentou ainda: «Não creio que tivessem aceitado subir para valor nenhum, queriam manter nos 2% e nem sequer pagam os 2%, por isso vamos cortar todo o comércio com Espanha. Não queremos ter nada a ver com Espanha».
Sobre a questão das bases militares, o líder norte-americano adotou um tom desafiador. «E agora a Espanha disse que não podemos usar as suas bases... Nós poderíamos usar as suas bases se quiséssemos. Podemos voar para lá e usá-las. Ninguém nos vai dizer para não as usarmos», afirmou, justificando a decisão de não o fazer com a atitude «hostil» do país. Apesar das críticas, Trump fez uma ressalva: «Espanha não tem absolutamente nada que nos interesse, exceto o seu povo, que é fantástico. Têm gente fantástica».
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